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Bush pressiona Senado para que aprove plano de resgate financeiro

Paco G. Paz.

EFE |

Washington, 1 out (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, aumentou hoje a pressão para conseguir a aprovação do Senado para o plano de resgate financeiro, no qual estão incluídos alívios fiscais e medidas de apoio ao cidadão.

O presidente se dedicou hoje a dar telefonemas para os senadores mais reticentes para lhes convencer da necessidade de apoiar o pacote de US$ 700 bilhões, segundo o porta-voz da Casa Branca, Tony Fratto.

"Estamos ansiosos para ver o debate (no Senado), e acho que haverá um apoio muito forte ao plano", acrescentou ele, referindo-se à votação que deve acontecer hoje por volta das 20h30 (de Brasília).

Caso seja aprovado, o plano pode ser votado amanhã na Câmara de Representantes, que, na segunda-feira, rejeitou o projeto em primeira instância.

Os candidatos democratas à Presidência e à Vice-Presidência dos EUA, Barack Obama e Joe Biden, respectivamente, e o aspirante republicano à Casa Branca, John McCain, que também são senadores, deixarão de lado por algumas horas suas atividades eleitorais e vão participar da votação em Washington.

Todos eles são favoráveis ao plano e pressionam seus colegas de Congresso para que o aprovem.

"Aos democratas e republicanos que se opuseram ao plano digo o seguinte: Façam o que é correto para o país, pois agora é o momento de agir", disse Obama em um comício eleitoral em Wisconsin.

"Se o projeto de resgate financeiro fracassar novamente no Congresso, a atual crise se transformará em um desastre", destacou, por sua vez, John MCain.

O debate no Senado acontece apenas dois dias depois de a Câmara Baixa rejeitar de forma surpreendente o plano de resgate, o que derrubou as bolsas de valores no mundo.

Todos os membros da Câmara de Representantes devem concorrer à reeleição em 4 de novembro, e muitos dos que votaram contra na segunda-feira argumentam que receberam centenas de e-mails dos eleitores de seus distritos rejeitando o plano.

Hoje, no Senado, a situação pode ser diferente, não só porque o plano tenha sido modificado, mas porque apenas um terço das 100 cadeiras da Câmara será renovado nas eleições de novembro.

Ou seja, a pressão dos cidadãos americanos sobre os senadores é muito menor do que sobre os deputados.

A versão do plano de resgate a ser analisado hoje no Senado contém uma medida para evitar que a classe média e os pequenos empresários sejam afetados pelo "imposto mínimo alternativo", o que representa, na verdade, um alívio fiscal.

"A medida provocará imediatamente a criação de centenas de milhares de postos de trabalho nos Estados Unidos", disse hoje o líder da maioria no Senado, o democrata Harry Reid.

Além disso, o texto inclui uma medida para aumentar até US$ 250 mil as garantias aplicadas aos depósitos de cidadãos e pequenas empresas nos bancos, caso a instituição quebre.

Esta medida tem uma grande importância para os bancos, pois evita a fuga de depósitos que está acontecendo em pequenas instituições em direção às grandes, pela sensação dos clientes de que seu dinheiro estará mais seguro lá.

Outra das incorporações ao texto é a aplicação de novos incentivos fiscais para a promoção das energias renováveis e a obrigação de que empresas de planos de saúde cubram o tratamento de doenças mentais.

Apesar das alterações, o eixo central do plano continua sendo a autoridade a ser dada ao Tesouro do país para adquirir dívida de má qualidade dos bancos por US$ 700 bilhões.

No entanto, este dinheiro será fornecido em parcelas conforme os resultados da intervenção.

"Não é uma legislação perfeita, mas tratamos de fazê-la da melhor maneira possível", disse o líder da maioria do Senado.

Reid pediu que o texto seja aprovado, pois "já não se trata de salvar a indústria do Baixo Manhattan (em referência aos bancos de Wall Street), mas o pequeno cidadão e o empresário que já não têm acesso ao crédito para manter seu negócio".

"Há quem pense que deveríamos ter tentado outras ações. Mas devemos aprovar este plano que temos agora sobre a mesa. As pessoas esperam que façamos algo. Muitos estão perto de perder seus empregos se não agirmos rapidamente", completou. EFE pgp/rb/db

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