Depois de reunir-se com os Ministros das Finanças do Grupo dos Sete países mais industrializados (G-7) este sábado, o presidente norte-americano, George W. Bush, disse que a turbulência dos mercados financeiros exige uma resposta global séria, mas advertiu que a crise econômica mundial não será resolvida da noite para o dia.

"Ficaremos juntos para tratar desta ameaça à nossa prosperidade e faremos o que for preciso para resolver esta crise, e a economia do mundo sairá dela mais forte", disse o presidente norte-americano.

No encontro em Washington ontem, o G-7 concordou com uma agenda para enfrentar a crise, mas não desenhou um plano de ação conjunta. "Nós decidimos manter nossos esforços para levar de volta nossas economias ao caminho da estabilidade e do crescimento de longo prazo", afirmou Bush, acrescentando que utilizará "todos os instrumentos disponíveis para resolver a crise".

O G-7 concordou, ontem, trabalhar para evitar que instituições financeiras importantes entrem em falência e tomar medidas para descongelar o mercado de crédito, assegurar que os programas de garantias aos depósitos bancários sejam sólidos e que as instituições financeiras possam ter acesso à liquidez e possam levantar capital.

O secretário do Tesouro, Henry Paulson, disse que os Estados Unidos estão trabalhando para ter um programa de governo padrão para compra de participação acionária em instituições do setor financeiro e que possa entrar em vigor "o mais rápido possível". Este programa poderia suplementar a nova autoridade concedida ao Tesouro para adquirir ativos podres dos bancos e as medidas adotadas pelo Fed, o banco central norte-americano, para ampliar a liquidez do sistema financeiro. "Estes esforços extraordinários estão sendo implementados o mais rapidamente possível e da maneira mais eficiente possível", disse Bush.

Bush disse que os Estados Unidos terão um "papel especial" na liderança da resposta global ao derretimento dos mercados. "Todos nós reconhecemos que esta é uma crise global séria e, portanto, exige uma resposta global séria para o bem de nosso povo", destacou o presidente dos EUA. Os líderes europeus irão reunir-se amanhã em Paris para um encontro de emergência para discutir a situação.

Bush disse ser fundamental que haja uma resposta global e que os países não se oponham uns aos outros. "Todas as nossas nações carregam este plano, devemos assegurar que a ação de um não se oponha a ação de outro ou prejudique outra nação", aconselhou Bush. "Em um mundo conectado, nenhuma nação irá ganhar prejudicando a outra". Em uma demonstração de união, Bush esteve acompanhado durante suas declarações dos ministros das Finanças do G-7, do secretário do Tesouro, Henry Paulson, da secretária de Estado, Condoleezza Rice, além dos líderes do FMI e do Banco Mundial. As informações são da Dow Jones.

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