WASHINGTON (Reuters) - O presidente George W. Bush disse na terça-feira que os Estados Unidos cometeriam um sério erro caso se voltassem para dentro devido à crise financeira global, e que em vez disso o país deve continuar empenhado em ajudar os pobres. Em um evento sobre o desenvolvimento internacional na Casa Branca, Bush disse que a ajuda aos mais necessitados é do interesse moral, econômico e da segurança dos EUA.

"Nós nos encontramos no meio de uma série crise financeira global. Nas últimas semanas, vimos que as economias do mundo estão mais interligadas do que nunca", disse Bush.

"Durante as épocas de crise econômica, alguns podem ficar tentados a se voltar para dentro, focando em nossos problemas domésticos, e ignorando nossos interesses ao redor do mundo. Isso seria um sério erro", alertou.

A secretária norte-americana de Estado, Condoleezza Rice, que discursara previamente, disse que, em tempos difíceis, é normal que os Estados protejam mais os seus interesses, mas que é importante manter os compromissos com a ajuda ao desenvolvimento.

"Renegar nossos compromissos com os pobres do mundo não pode ser uma medida de austeridade", disse ela a representantes de ONGs, países beneficiários e funcionários norte-americanos.

Bush disse que no fim de semana realizará uma série de cúpulas sobre a crise financeira atual, a pior desde a Grande Depressão.

Desde o início do governo Bush, em 2001, os EUA dobraram a assistência à América Latina, quadruplicaram o valor à África e triplicaram a quantia destinada ao mundo como um todo, segundo Rice.

Os EUA também concederam 7,5 bilhões de dólares em doações a países pobres por meio do seu programa Corporação Desafio do Milênio.

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