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Bush pede ao Congresso que aprove TLC com Colômbia

María Peña Washington, 22 jul (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, se juntou hoje à celebração do Dia da Independência da Colômbia e pediu que o Congresso de seu país aprove o mais rápido possível o Tratado de Livre Comércio (TLC) pactuado em 2006.

No último ano de seu mandato e com um apoio inequívoco à Colômbia, Bush participou de forma direta e pela primeira vez nas celebrações na Casa Branca pelo aniversário de 198 anos da independência colombiana, já que desde 2005 apenas tinha enviado cartas.

"O passo mais importante que os EUA podem dar é que o Congresso aprove o Tratado de Livre Comércio com a Colômbia que nosso país assinou há mais de ano e meio", disse Bush durante um discurso perante membros de seu Gabinete, líderes do Legislativo, membros do corpo diplomático e representantes da comunidade colombiana.

Bush dedicou grande parte de seu discurso a explicar a urgência econômica e de segurança nacional dos EUA de se aprovar o TLC com a Colômbia, que permanece congelado no Congresso devido à oposição democrata.

Bush também elogiou as conquistas da política de segurança democrática do Governo colombiano, e de maneira especial o "triunfo impressionante" da "Operação Xeque", que resgatou 15 reféns no último dia 2 de julho, entre eles três americanos e a ex-candidata presidencial Ingrid Betancourt.

No entanto, ele advertiu que a Colômbia ainda enfrenta a ameaça das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e, na Venezuela, "um inimigo hostil e antiamericano, onde o regime forjou uma aliança com Cuba, colaborou com líderes terroristas das Farc, e forneceu proteção a unidades" dessa guerrilha.

"É do interesse dos EUA apoiar a Colômbia diante desta ameaça. E a melhor forma de fazê-lo é que o Congresso permita um voto" sobre o acordo, insistiu o presidente Bush, que foi aplaudido cada vez que pedia a votação do TLC.

Segundo Bush, a não ratificação do pacto prejudicaria também a economia americana, argumento que em outras ocasiões não foi bem recebida entre os democratas.

Em seu discurso, Bush retomou algumas idéias usadas em sua campanha de persuasão a favor do TLC, lembrando que, há menos de uma década, a Colômbia estava à beira do colapso, nas garras de narcotraficantes e seqüestradores.

Segundo Bush, a situação agora sob o mandato do presidente Álvaro Uribe melhorou notavelmente graças ao Plano Colômbia, com o qual os EUA contribuíram com mais de US$ 5 bilhões.

Nesse sentido, o chefe de Estado americano afirmou que Uribe "fez tudo" o que foi pedido e que por isso o Congresso não deve dar as costas para um aliado tão importante na região.

Em abril, Bush remeteu ao Congresso o projeto de lei para a aprovação do TLC, mas a presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, modificou as regras e congelou o pacto de forma indefinida.

Vários legisladores advertiram que se o TLC não for aprovado nesta 110ª sessão do Legislativo, ficará para o próximo ano, mas já sem as proteções dadas pela lei comercial conhecida por sua sigla em inglês "TPA".

Durante a cerimônia, a voz do cantor colombiano Jorge Celedón junto com o acordeão de Jimmy Zambrano deram o toque de festa ao ostentoso Salão Leste, que a Casa Branca reserva para cerimônias de alto nível. EFE mp/rb/rr

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