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Bush manifesta sua confiança na economia americana

O presidente americano, George W. Bush, indicou nesta terça-feira que a economia americana está atravessando um momento difícil, mas mesmo assim está confiante.

AFP |

"Estamos atravessando um período duro, mas nossa economia está crescendo", disse Bush durante entrevista à imprensa na Casa Branca. "Podemos ter confiança nos fundamentos a longo prazo de nossa economia", acrescentou.

O presidente Bush também rejeitou a idéia de recorrer às reservas estratégicas de petróleo para aliviar os americanos, que vêm enfrentando os preços recordes da gasolina nos Estados Unidos. Estas reservas servem para "emergências", mas recorrer a elas "não resolve o problema fundamental", afirmou Bush.

O presidente pediu ao Congresso que valide rapidamente o plano de ajuda governamental aos dois gigantes do refinanciamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac. "Espero que eles tomem uma atividade rapidamente", declarou Bush.

Esta foi a primeira entrevista à imprensa de Bush desde 29 de abril. Ela ocorre num período de intensa preocupação com a economia americana. Além disso, vem junto com um discurso sobre o Iraque, considerado importante pelo comitê de campanha do candidato democrata à presidencial, Barack Obama.

Ao mesmo tempo, o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, lançou uma advertência, em discurso hoje no Congresso, contra uma "alta mal vinda da inflação", anunciando uma nítida revisão em alta das previsões de crescimento nos Estados Unidos para 2008.

"Em geral, um crescimento econômico são depende de mercados financeiros funcionando bem", destacou Bernanke num discurso no Congresso, dias após o Fed e o Tesouro terem socorrido os gigantes do refinanciamento hipotecário Fannie Mac e Freddie Mae.

Como os preços do petróleo e da gasolina são as maiores preocupações dos americanos, o presidente americano anunciou ontem a suspensão da interdição das prospecções de petróleo ao longo das costas dos Estados Unidos e reconheceu a necessidade de o Congresso suspender as restrições de caráter legislativo para que a exploração possa ser retomada.

A quase seis meses do fim de seu mandato, Bush também foi questionado sobre os grandes temas internacionais do momento, o Iraque, o Irã, o Afeganistão e o Sudão.

Ele reafirmou sua oposição aos calendários "artificiais" da retirada das tropas do Iraque e repetiu que qualquer retirada deve depender das condições no território em questão.

"Eu rejeito fortemente os calendários artificiais da retirada das tropas americanas do Iraque", disse. Seria "arbitrário", acrescentou. "Num primeiro momento, os iraquianos nos convidaram a ficar, mas eles compartilham de nossa meta de retirada das tropas a longo prazo", destacou.

Os Estados Unidos têm atualmente cerca de 150.000 militares no Iraque.

Também destacou que o êxito militar no Afeganistão é tão importante quanto o do Iraque.

"Não queremos que o inimigo encontre um refúgio", afirmou, acrescentando que está preocupado com a mobilização de extremistas islâmicos do Paquistão para o Afeganistão, e que o governo paquistanês parece não compreender esse perigo.

Quanto à situação no Zimbábue, disse estar descontente porque o Conselho de Segurança da ONU não conseguiu impôr sanções a esse país africano por causa da China e da Rússia.

Por fim, disse que, antes de se pronunciar a respeito, vai aguardar os esfeitos da ordem de prisão solicitada contra o presidente sudanês Omar al-Bashir, mas advertiu que ele se expõe a sanções se não demonstrar boa vontade.

lal/lm/cn

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