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Bush lança alerta contra protecionismo durante a Cúpula do G20

Macarena Vidal. Washington, 15 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, lançou um alerta contra a adoção de medidas protecionistas durante a Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), que busca propor soluções para a crise financeira global.

A reunião, que começou às 8h (11h, horário de Brasília) e é realizada no Museu Nacional da Construção (NBM, em inglês), em Washington, é a última cúpula internacional na qual Bush, que fica na Presidência dos EUA até 20 de janeiro, é anfitrião e tem papel protagonista.

O sucessor de Bush, Barack Obama, optou por não participar da Cúpula do G20 para não ofuscar o atual presidente americano, mas enviou representantes à reunião.

Em declarações no início da reunião das principais economias desenvolvidas e emergentes, Bush se declarou "comprazido" com os progressos alcançados para enfrentar a crise financeira e para traçar medidas que impeçam que ela se repita no futuro.

O presidente dos EUA também expressou sua satisfação com o fato de os líderes que participam da cúpula "terem reafirmado os princípios que respaldam a abertura de mercados e o livre-comércio".

"Um dos perigos em uma crise como esta é que as pessoas comecem a adotar políticas protecionistas", declarou.

Bush advertiu que a crise "não acabou" e acrescentou que, embora tenha havido progressos, "ainda há muito trabalho a fazer".

Em linha similar se pronunciou o primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, que reconheceu que as conversas são difíceis, mas que espera que os países cheguem a um acordo durante a reunião para adotar medidas concretas.

Uma das minutas do documento final debatido na cúpula tratará superficialmente das divergências entre EUA e Europa para fortalecer a regulação dos mercados.

No mesmo documento está a possibilidade de uma segunda reunião de governantes do G20 na Europa, possivelmente em Londres, entre abril e maio.

As principais diferenças da cúpula de Washington se referem à intervenção estatal e à regulação dos mercados.

A União Européia (UE) propõe o endurecimento da regulação, especialmente no que se refere ao funcionamento de fundos de alto risco e às indenizações dos altos diretores, algo que os EUA discordam.

A minuta da declaração final da cúpula dá a cada país a opção de escolher suas próprias medidas, mas define o dia 31 de março como prazo máximo para que cada Governo estenda a vigilância dos fundos de alto risco e exerça maior controle sobre as agências de classificação de risco.

Espera-se que a declaração final apóie os passos que cada um dos países deu para frear a piora da economia, especialmente aqueles que iniciaram planos de estímulo fiscal e medidas monetárias, como cortes nas taxas de juros.

Este é um dos grandes causadores de discórdia nos EUA. Obama defende um novo conjunto de medidas de estímulo e pressiona o Congresso para aprová-lo antes da posse do futuro Governo.

Se o Congresso não agir, Obama disse que será a primeira coisa que fará quando chegar à Casa Branca.

Por outro lado, Bush e o Partido Republicano não são totalmente contra este plano, por isto não o descartaram de maneira taxativa.

A cúpula de hoje deve terminar às 15h (18h, horário de Brasília), quando Bush lerá o comunicado oficial. EFE mv/wr/fal

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