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Bush fala dos desafios que esperam Obama e alerta para ameaças externas

A possibilidade de um atentado em solo americano é a mais grave ameaça que o governo de Barack Obama tem pela frente, advertiu o atual presidente americano George W. Bush, que abordou uma série de assuntos em sua última coletiva de imprensa como chefe de Estado.

AFP |

"A ameaça mais urgente com a qua terá de tratar, assim como os outros presidentes depois dele, é um ataque contra nosso território".

"Gostaria de poder dizer que este não é o caso, mas ainda há um inimigo lá fora que quer causar danos aos americanos. Essa será a maior a ameaça".

Nesse sentido, afirmou que a Coréia do Norte e o Irã são países ainda muito perigosos, principalmente por seu programa nuclear.

"A Coréia do Norte continua sendo um problema. A inteligência americana estuda para estabelecer a amplitude do problema. Uma de minhas preocupações é que possam ter um programa de urânio altamente enriquecido. Por isso é importante que das negociações saia um processo de verificação sério".

O presidente pediu que o governo norte-coreano "honre seus compromissos para permitir medidas rígidas de verificação a fim de assegurar que não seja montado um programa de enriquecimento de urânio".

Em relação à situação na Faixa de Gaza, Bush afirmou desejar um cessar-fogo duradouro na Faixa de Gaza, mas que isso depende do cessar das hostilidades do Hamas contra Israel.

"Sou a favor de um cessar-fogo duradouro. E uma definição de cessar-fogo duradouro é que o Hamas deixe de disparar foguetes contra Israel. Acho que a escolha é do Hamas".

Bush disse ainda que, a seu ver, a melhor maneira de se conseguir um cessar-fogo é trabalhar com o Egito para frear o tráfico de armas para Gaza, que permite ao Hamas continuar disparando foguetes contra o território israelense.

Indagado a respeito de coisas que teria feito de outra maneira durante seus oito anos de mandato, admitiu que foi um erro colocar um cartaz dizendo "missão cumprida" em um porta-aviões depois que ele, em 2003, declarou que as principais operações de combate no Iraque estavma concluídas.

"Obviamente, anunciar 'missão cumprida' no porta-aviões foi um erro".

Sobre a economia, disse que está disposto a enviar ao Congresso um pedido pela segunda parte do plano de resgate financeiro de 700 bilhões de dólares se o seu sucessor, Barack Obama, quiser.

"Eu disse a ele que se ele acha que os 350 bilhões são necessários, eu os pedirei ainda durante minha gestão".

Também advertiu sobre uma possível evolução protecionista de seu país.

"Seria um enorme erro se voltássemos a ser um país protecionista", afirmou.

Num período de dificuldades econômicas, "existe a grande tentação de dizer: vamos construir barreiras (alfandegárias), vamos nos proteger e rechaçar a concorrência", afirmou, em clara alusão à promessa que Obama fez durante sua campanha de que seria mais firme em relação aos países estrangeiros em termos de comércio e que, inclusive, renegociará o Acordo de Livre Comércio americano.

bar/cn

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