Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bush exige que automobilísticas devolvam fundos públicos que receberem

Washington, 5 dez (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, exigiu hoje que as gigantes automobilísticas do país devolvam os recursos públicos que receberem como ajuda para evitar a falência.

EFE |

Bush lançou hoje uma mensagem de tranqüilidade aos cidadãos sobre a situação econômica, depois que os dados oficiais indicaram uma maior perda de empregos em um mês - novembro -, desde 1974.

Em declaração no jardim da Casa Branca, o líder americano disse que, apesar das más notícias, estão sendo "dados passos para solucionar a economia e devolver seu vigor".

No entanto, expressou sua preocupação com a perda de postos de trabalho e, em particular, do setor do automóvel, ao opinar que é possível que os gigantes de Detroit "possam não sobreviver" à crise.

As companhias americanas General Motors (GM), Chrysler e Ford, que passam por dificuldades financeiras devido ao colapso das vendas de veículos, compareceram perante o Congresso para pedir um pacote de ajuda emergencial.

A Casa Branca afirma que, para receber fundos públicos, estas firmas devem realizar reformas que as tornem mais eficientes em sua organização e no uso de energia.

No pronunciamento, Bush afirmou que as automobilísticas devem levar em conta todos os aspectos empresariais e demonstrar que podem "não só sobreviver, mas prosperar" em troca da ajuda estatal.

Além disso, o Congresso deve se assegurar de que essas empresas devolverão o dinheiro do contribuinte que possam receber, apontou.

A Casa Branca acredita que a ajuda pública deve provir de fundos já aprovados pelo Congresso nos últimos meses, de US$ 25 bilhões, e deve ser concedida na próxima semana, no máximo.

No entanto, os legisladores analisam outras alternativas, como conceder novos fundos por um valor de US$ 34 bilhões, a quantidade pedida pelas "Três Grandes".

Diante da má situação econômica, "resta muito a fazer, mas há sinais encorajadores", ressaltou hoje Bush.

Neste sentido, referiu-se às medidas que preparam o Congresso e seu Governo para diminuir as execuções hipotecárias, e que incluem mecanismos para cortar os juros desses empréstimos.

O governante considerou a prática de congelamento dos créditos como uma das causas da situação atual e afirmou que os empréstimos "começam a estar mais disponíveis".

"Estamos trabalhando para estabilizar os mercados e tornar os créditos mais econômicos e mais acessíveis", assegurou Bush. EFE mv/db

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG