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Bush espera chegar muito rapidamente a acordo sobre plano de resgate

O presidente americano, George W. Bush, disse nesta quinta-feira, durante uma reunião sem precedentes sobre a crise financeira organizada na Casa Branca, que espera chegar muito rapidamente a um acordo com os parlamentares sobre o plano de resgate do sistema bancário.

AFP |

"Minha esperança é que possamos chegar a um acordo muito rapidamente", declarou Bush durante o encontro com membros do Congresso, do qual também participaram os candidatos à eleição presidencial de 4 de novembro, o democrata Barack Obama e o republicano John McCain.

Apesar do otimismo de Bush, os legisladores americanos ainda têm muitos temas a resolver antes de se chegar a um acordo sobre o plano de socorro, estimou Jim Manley, porta-voz do senador Harry Reid, líder da maioria democrata no Senado.

"Ainda há muitas questões a serem resolvidas. Estamos avançando, mas ainda há muito o que discutir", afirmou o porta-voz após o encontro na Casa Branca.

Já Barack Obama disse acreditar na aprovação, no Congresso, do plano de socorro financeiro, depois da reunião convocada por Bush: "Penso que chegaremos a um acordo".

Além disso, os democratas insistem na aplicação de um projeto de socorro, de 56,2 bilhões de dólares, destinado a ajudar as famílias americanas abaladas pela crise financeira.

"Não podemos nos esquecer da classe média em nossas tentativas de resolver a crise de Wall Street", alertou Reid, em nota com o senador democrata Robert Byrd.

"Temos de adotar rapidamente outro plano de resgate econômico, que criará centenas de milhares de bons empregos americanos e evitará que serviços cruciais sejam prejudicados".

Mais cedo, os parlamentares americanos anunciaram ter chegado a um acordo sobre as grandes linhas do plano de resgate do setor bancário, de 700 bilhões de dólares.

"Obtivemos um acordo fundamental sobre um conjunto de princípios", disse o presidente da Comissão Bancária do Senado, o democrata Christopher Dodd, após a extensa reunião entre os líderes de ambos os partidos.

O senador Dodd comentou que, depois de três horas de discussões cruciais entre parlamentares democratas e republicanos, os negociadores dos dois lados resolveram submeter o texto de seu acordo aos responsáveis do Departamento do Tesouro.

"Chegamos a um acordo fundamental sobre uma série de princípios", completou Dodd, acrescentando que isso dará ao secretário do Tesouro, Henry Paulson, "a autoridade e as verbas que pediu para agir".

A presidente da Câmara de Representantes, a democrata Nancy Pelosi, disse hoje que a Casa Branca concordou com os princípios que seu partido quer incorporar ao plano, especialmente sobre o perdão envolvendo proprietários inadimplentes e a limitação das indenizações aos diretores de bancos.

"Está claro para a administração (Bush) que (...) os quatro princípios dos quais falamos são: a indulgência (com os proprietários de imóveis insolventes), a transparência, a igualdade e a indenização dos dirigentes de empresas financeiras", disse Pelosi.

"O presidente as aceitou ontem à noite, e é, portanto, um progresso", avaliou a líder democrata.

A classe média americana foi duramente abalada pela crise imobiliária, pela disparada dos preços do petróleo e dos alimentos e pelo aumento do desemprego, que atingiu 6,1% em agosto, seu nível mais alto em cinco anos.

me/lm/cn/LR

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