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Bush diz que plano para combater crise é ousado o suficiente para funcionar

Washington, 18 out (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, afirmou hoje que as medidas do Governo para atenuar os efeitos da crise financeira na sociedade americana são "suficientemente ousadas e com suficiente alcance para que funcionem".

Em seu programa de rádio de sábado, Bush lançou uma mensagem de tranqüilidade aos cidadãos ao afirmar que podem acreditar que "a economia americana se recuperará".

Como em mensagens anteriores, ele afirmou que as medidas tomadas pelo Governo "demorarão algum tempo até seu pleno impacto ser sentido", mas defendeu a eficácia das mesmas.

Bush afirmou que o objetivo primordial de sua administração é solucionar os problemas que causaram as turbulências nos mercados financeiros.

Para isto aprovou um plano de resgate no valor de US$ 700 bilhões, que servirá, entre outras coisas, para comprar ações nos bancos atingidos e para adquirir ativos podres das empresas com problemas.

A iniciativa do Governo de comprar ações de certos bancos levou a críticas na sociedade americana, pois representa um forte intervencionismo do Governo.

Por isto, Bush tentou tranqüilizar os céticos ao afirmar que ele acredita na economia de livre mercado e que em outras circunstâncias se colocaria contra esta medida.

"Entretanto, estas não são circunstâncias comuns. Caso o Governo não tivesse atuado, o buraco em nosso sistema financeiro aumentaria, as famílias e negócios teriam ainda mais dificuldades para receberem créditos e em último lugar o Governo teria que ter atuado com medidas mais drásticas e caras".

Neste contexto, afirmou que a intervenção do Governo em bancos terá "limites prudentes".

Bush explicou que a intervenção de sua administração é limitada no tamanho, no alcance e na duração.

De fato, disse, o Governo somente comprará "pequenas" porcentagens do conjunto de acionistas de bancos que querem participar deste programa, de forma que os investidores particulares mantêm o controle majoritário.

Por outro lado, não exercerá controle sobre nenhuma empresa particular, pois os funcionários do Governo - do Departamento do Tesouro e do Federal Reserve (Fed, banco central americano) - não se sentarão nos Conselhos de Administração dos bancos.

As ações que forem compradas pelos EUA gozarão do direito de voto para que possam "proteger os interesses dos cidadãos e não para dirigir as operações das companhias", declarou.

Por último, as entidades financeiras, quando se recuperarem, poderão recomprar as ações adquiridas pelo Governo a um preço superior ao pago pela administração, o que lhes motiva a fazer isto e o fazer em breve, declarou Bush.

Com relação ao custo do plano de resgate, o presidente afirmou que aos americanos que a despesa final "será menor que o investimento inicial" de US$ 700 bilhões.

Isto, explicou, acontecerá porque o Governo poderá revender os ativos podres que adquirir sob o plano a um preço mais alto do que for pago por eles, e, além disso, receberá dividendos trimestrais das empresas.

Caso os bancos decidam não recomprar as ações ao Governo em um prazo de cinco anos, os dividendos "aumentarão substancialmente", outro aspecto que deveria motivar as entidades financeiras a recuperarem seus títulos cedidos ao Governo, declarou.

Por estas razões, e a longo prazo, declarou Bush, "os americanos podem acreditar que a economia irá se recuperar". EFE cae/fal

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