O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, reconheceu hoje que os tempos são duros para os cidadãos americanos no plano econômico mas, segundo ele, existem meios de aliviar a pressão sobre seus bolsos, citando em particular os preços do petróleo e derivados.

Ele aproveitou para pressionar o Congresso a levantar a proibição sobre as prospecções de petróleo ao longo do território dos Estados Unidos.

Ele acusou os democratas, majoritários no Congresso, de terem "constantemente bloqueado" a exploração da plataforma continental submarina ou a abertura à exploração de uma reserva natural ártica, transformada no símbolo da resistência ecológica à exploração petrolífera.

Bush acabava de reunir sua equipe econômica no departamento da Energia para ouvir um balanço da situação e do efeito dos preços da energia no orçamento dos americanos e na atividade das empresas.

Apesar do alerta suscitado pela queda das ações Fannie Mac e Freddie Mac, Bush se limitou a comentar que "são duas instituições muito importantes".

"O secretário do Tesouro Henry Paulson e o presidente do Federal Reserve Ben Bernanke me prometeram que trabalharão sobre este assunto", declarou Bush.

Os mercados estavam convencidos nesta sexta-feira de que o governo tem que promover um resgate de emergência.

Bush também mencionou os efeitos que espera de um plano de recuperação que prevê a injeção de 152 bilhões de dólares na economia nacional em 2008 para estimular o consumo e o investimento.

No entanto, diante da imprensa, ele falou principalmente sobre os preços da energia.

"O problema é que os preços da gasolina estão em alta, o que afeta as pessoas em nosso país", analisou.

Bush não mencionou as atuais tensões geopolíticas nem a queda do dólar.

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