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Bush diz que economia está em perigo e convoca candidatos

Em seu discurso à nação, ontem à noite, o presidente dos EUA, George W. Bush, alertou para o perigo de uma profunda recessão caso o pacote de US$ 700 bilhões não seja aprovado.

Agência Estado |

"Toda a economia americana está em perigo", disse o presidente, que anunciou durante o pronunciamento o convite aos candidatos presidenciais, o republicano John McCain e o democrata Barack Obama, para uma reunião na Casa Branca para discutir a aprovação do plano. O encontro será realizado hoje e terá a presença de líderes dos dois partidos na Câmara e no Senado.

No discurso de 15 minutos, Bush se disse um defensor do livre mercado e lamentou que o governo tenha de intervir na economia. "Normalmente, defendo que as empresas que tomam decisões ruins sejam varridas do mercado. Mas esses não são tempos normais. A falta de ação pode levar os EUA ao pânico financeiro", afirmou. "E não podemos correr o risco de uma catástrofe econômica."

O convite feito a Obama e McCain envolve os dois candidatos na aprovação do pacote econômico, dividindo entre eles a responsabilidade pelo desfecho do impasse no Congresso e impedindo que um seja mais beneficiado do que outro com a crise.

Até então, a crise econômica que explodiu na semana passada vinha favorecendo Obama. Uma pesquisa do Washington Post, divulgada na terça-feira, deu vantagem de 9 pontos porcentuais ao democrata. Por isso, horas antes, McCain - que passa por seu pior momento na corrida presidencial - tentou virar o jogo com um golpe de mestre sobre o rival e suspendeu sua campanha usando como argumento a necessidade de estar em Washington para trabalhar exclusivamente pela aprovação do pacote.

"Precisamos aprovar esse projeto. Por isso, suspendo minha campanha e peço para que Obama faça o mesmo. É hora de deixarmos a política de lado, sermos patriotas e nos unirmos para resolver a crise como fizemos após o 11 de Setembro", disse McCain, que também sugeriu adiar o debate marcado para amanhã, no Mississippi.

A declaração de McCain pegou o país de surpresa e colocou Obama contra a parede. O republicano, que já reconheceu publicamente que não entende de economia, esteve na defensiva desde o início da crise e quis retomar a iniciativa com o gesto.

Mas, no fim da tarde, fontes das duas campanhas confirmaram que McCain tomou a decisão após negociar uma declaração conjunta proposta por Obama, para enviar ao Congresso um comunicado com exigências comuns, que deveriam constar no plano do governo.

No início da tarde, McCain decidiu seguir outro rumo, declarando a suspensão unilateral da campanha. Horas mais tarde, o democrata tentou retomar a iniciativa em uma coletiva na Flórida. "Mais do que nunca é hora de os americanos ouvirem o que os candidatos têm a dizer", afirmou Obama, que não aceitou adiar o debate. "O presidente tem sempre de lidar com múltiplas tarefas ao mesmo tempo. É o que estou fazendo."

Analistas afirmaram que a cartada de McCain foi arriscada. O republicano foi acusado de estar fugindo da briga em um momento decisivo. Muitos aliados do republicano manifestaram ontem o temor de que a decisão de suspender a campanha acabe se voltando contra o candidato do partido. Se por um lado McCain mostra liderança, por outro pode passar a impressão de que está tentado ajudar o governo Bush a aprovar uma medida extremamente impopular.

Ontem à noite, McCain declarou que não irá ao debate de amanhã se o pacote de proposto por Bush não for aprovado pelo Congresso. Os dois candidatos divulgaram um comunicado conjunto pedindo que congressistas dos dois partidos trabalhem por um acordo para a aprovação do pacote econômico.

No comunicado, eles disseram que "o plano apresentado ao Congresso pelo governo tem erros, mas os esforços para proteger a economia dos EUA não podem fracassar".

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