Washington, 29 set (EFE) - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, disse hoje estar muito decepcionado com a rejeição do plano de resgate financeiro na Câmara de Representantes, mas afirmou que continuará fazendo esforços para tentar salvá-lo.

Em declarações junto ao presidente da Ucrânia, Viktor Yushchenko, Bush afirmou que hoje mesmo se reunirá com sua equipe econômica para determinar quais serão os próximos passos a serem seguidos.

Além disso, destacou, também se reunirá com os líderes do Congresso para determinar "o caminho à frente".

No entanto, insistiu, "enfrentaremos a situação econômica de frente" para combater uma crise financeira que se apresenta como a mais grave desde a Grande Depressão dos anos 1930.

Antes, o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto afirmou que "não resta dúvida de que o país atravessa uma crise difícil que deve ser combatida".

A Casa Branca tinha expressado hoje sua confiança em que a Câmara de Representantes aprovaria a Lei de Estabilização Financeira, que dá ao Tesouro até US$ 700 bilhões para resgatar a indústria financeira da crise.

Até muito pouco antes do início da votação, Bush fez telefonemas para pressionar diferentes legisladores sobre a necessidade de aprovar o projeto de lei, sem o qual a Casa Branca advertiu de que a economia do país poderia sofrer graves conseqüências.

No entanto, os representantes derrotaram o projeto final por 228 votos contra e 205 a favor, o que fez com que os índices das bolsas de Nova York desabassem e no resto dos mercados mundiais.

Em declaração no início da manhã, Bush tinha pedido ao Congresso para aprovar o pacote, o qual impediria, em sua opinião, que a crise se estendesse a toda a economia do país.

"O Congresso deve enviar um sinal firme aos mercados", aprovando o projeto, cujo custo é calculado em US$ 700 bilhões, ressaltou o presidente em declaração na Casa Branca. EFE mv/db

    Faça seus comentários sobre esta matéria mais abaixo.