Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Bush discursa para tentar abrandar o pessimismo dos mercados financeiros

O presidente americano, George W. Bush, insistiu nesta sexta-feira, em pronunciamento na Casa Branca, que o país precisa urgentemente de um plano de resgate dos bancos, num momento em que a crise financeira mostra novos sinais de agravamento com a falência do banco Washington Mutual, a venda de ativos anunciada pelo banco belga-holandês Fortis e as bolsas mundiais registrando quedas constantes.

AFP |

"Nós precisamos de um acordo de resgate do setor financeiro. Devemos agir rapidamente", declarou o presidente Bush à nação. "Temos um enorme problema", insistiu.

"Há desacordos sobre alguns aspectos do plano de resgate, mas não há desacordo sobre o fato de que alguma coisa importante deve ser feita", afirmou, um dia depois do fracasso de uma reunião inédita na Casa Branca sobre a crise financeira, com os dois candidatos à presidencial, Barack Obama e John McCain, e os líderes dos partidos democrata e republicano.

"Minha administração continua trabalhando com o Congresso. É uma tarefa pesada, nossa proposta é uma importante proposta", destacou o presidente Bush. "E cada vez que você tem um plano desta dimensão, onde as coisas acontecem assim tão rapidamente, que requer uma lei, isso gera debates. Os membros do Congresso querem ser ouvidos", declarou Bush.

Depois da maior falência da história dos EUA, a do banco Washington Mutual, fechado pelas autoridades americanas na noite de quinta-feira, a pressão aumenta mais do que nunca nesta sexta-feira para a conclusão rápida das discussões sobre este plano de resgate do secretário do Tesouro, Henry Paulson, que prevê a injeção de 700 bilhões de dólares no sistema bancário americano.

Os democratas acusam os republicanos de serem os responsáveis do impasse atual para a adoção do plano. O candidato republicano à Casa Branca, John McCain, particularmente, segundo os democratas, sabotou o consenso que parecia estar se desenhando no Congresso na manhã de quinta-feira sobre este plano.

Já o candidato democrata, Barack Obama, enfatizou que está otimista em relação à possibilidade de se alcançar um acordo.

"Estou otimista e acho que vamos chegar a algo", afirmou Obama antes de partir para o Mississippi, onde se reunirá com seu adversário republicano no primeiro debate presidencial televisado.

O presidente da comissão bancária do Senado, o democrata Christopher Dodd, havia anunciado quinta-feira que os dois partidos do Congresso tinham chegado a um acordo fundamental sobre uma série de princípios. Mas nada de concreto foi anunciado.

Já o líder do Senado, Harry Reid, afirmou que o plano deve ser aprovado antes da abertura dos mercados na segunda-feira.

Indagado pela imprensa se o Congresso pretende aprovar a lei nesse prazo, respondeu: "Não há razão para não fazê-lo".

Reid informou ainda que os legisladores americanos, que deveriam estar em recesso nesta sexta-feira em função das eleições de 4 de novembro, permanecerão em sessão até alcançar um acordo sobre o plano de resgate.

"Vamos permanecer em sessão o tempo necessário", enfatizou.

ok/lm/cn

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG