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Bush defende livre-mercado antes de reunião do G20

NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, fez na quinta-feira uma defesa exaltada do sistema de livre-mercado, mas reconheceu que deve haver algum tipo de reforma para corrigir os problemas responsáveis pela atual crise financeira global.

Reuters |

Às vésperas de presidir uma reunião com os líderes do G20, em Washington, Bush visita Wall Street na quinta-feira para divulgar as linhas gerais de sua agenda naquele encontro, convocado para dar início aos esforços de reforma do sistema regulador das finanças globais.

"Enquanto reformas no sistema financeiro são essenciais, a solução de longo prazo para os problemas de hoje é um crescimento econômico sustentável", afirmou Bush no discurso que deve proferir e cujo conteúdo foi divulgado com antecedência.

"E o caminho mais seguro para atingir esse crescimento é o livre-mercado e os povos livres."

A cúpula do G20 reunirá países com economias emergentes, como a China, a Índia, o Brasil e a África do Sul, com o chamado Grupo dos Sete (G7), formado pelas maiores potências industriais do mundo. A reunião começará a analisar as causas da crise atual e a discutir soluções.

Apesar de alguns líderes terem defendido a realização de grandes reformas no sistema financeiro, o governo Bush, até agora, mostrou-se mais cauteloso. E há dúvidas sobre se as diferenças poderão ser resolvidas a fim de que algum tipo de progresso palpável realize-se.

Bush advertiu, no texto de seu discurso, que a crise não seria solucionada da noite para o dia, mas disse que, neste fim de semana, os líderes adotariam princípios para ajustar seus próprios sistemas financeiros e discutiriam quais medidas seriam tomadas para implementá-los.

Apesar de reconhecer que vozes críticas de todo o espectro político vêm "equiparando o sistema de livre-mercado à ganância, à exploração e ao fracasso", Bush argumentou que a crise não significava a falência desse sistema.

"A resposta não consiste em tentar reinventar o sistema", disse o presidente. "Consiste em resolver os problemas com os quais nos deparamos, fazer as reformas de que precisamos e avançar defendendo os princípios do livre-mercado responsáveis por levar prosperidade e esperança aos povos do mundo todo."

Em seu discurso, Bush conclamou os líderes do G20 a considerarem a possibilidade de melhorar as regras contábeis para os valores mobiliários a fim de garantir que os investidores compreendam o valor dos ativos que adquirem bem como melhorar as regulamentações a fim de diminuir os riscos enfrentados pelo sistema financeiro.

O presidente defendeu ainda que instituições como o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial sofram profundas reformulações, incluindo a possibilidade de dar um poder de voto maior às economias em desenvolvimento à medida que contribuírem mais com essas instituições.

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