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Bush chama parlamentares; Congresso está perto de aprovar pacote

Por Richard Cowan e Tabassum Zakaria WASHINGTON (Reuters) - O Congresso norte-americano parece prestes a aprovar o pacote de resgate das instituições financeiras, cujos detalhes serão tratados numa reunião convocada para quinta-feira pelo presidente George W. Bush.

Reuters |

A perspectiva de aprovação deve acalmar os mercados, que passaram a quarta-feira em pânico assistindo às complicadas negociações. Os investidores buscam dinheiro vivo e ativos seguros, o que fez com que os juros de curto prazo chegassem, por alguns momentos, a ficar negativos. Especialistas dizem que os bancos estão acumulando liquidez porque temem um calote caso emprestem para outros bancos.

Na quinta-feira, a maioria das Bolsas asiáticas fechou em baixa, e o dólar se desvalorizava perante as principais moedas, refletindo os temores sobre a rapidez e abrangência das medidas a serem adotadas para recuperar a confiança nos mercados.

Na quarta-feira, porém, o presidente do Comitê Bancário do Senado, o democrata Christopher Dodd, manifestou otimismo quanto à aprovação. "Ainda não chegamos lá, (mas há) uma boa possibilidade de que cheguemos mais ou menos dentro de um dia."

Bush até agora ofereceu poucos detalhes sobre a composição do pacote, mas alertou para um desastre econômico caso o Congresso não aprove o plano de 700 bilhões de dólares, um custo que superaria o de toda a guerra do Iraque, iniciada em 2003.

O presidente anunciou ter chamado vários líderes partidários, inclusive os senadores John McCain e Barack Obama, candidatos à Presidência, para discutir a proposta.

Momentos depois do pronunciamento de Bush na quarta-feira, o influente deputado democrata Barney Frank disse que o pacote seria aprovado. "Hoje mais cedo ficou claro para mim que conseguiríamos os votos para aprovar a lei", disse à CNBC Frank, que preside o Comitê de Serviços Financeiros da Câmara.

Ele disse haver também um acordo entre as bancadas democratas da Câmara e do Senado sobre o que deveria constar no pacote. Representantes do partido devem se reunir a partir das 11h de quinta-feira (hora de Brasília) com os republicanos.

No discurso pela TV, Bush alertou aos norte-americanos que praticamente não há escolha senão salvar as instituições à beira da falência, a um custo per capita de 2.300 dólares para cada cidadão do país.

"Acredito que às companhias que tomam decisões ruins deveria ser permitido que deixassem suas atividades. Sob circunstâncias normais, eu teria seguido esse rumo. Mas estas não são circunstâncias normais", disse Bush.

"O mercado não está funcionando adequadamente. Houve uma perda generalizada de confiança, e grandes setores do sistema financeiro (dos Estados Unidos) da América estão sob risco."

Bush disse que os problemas, se não forem confrontados, irão muito além das grandes empresas e de Wall Street, provocando uma longa e dolorosa recessão e dificultando a obtenção de empréstimos para, entre outras coisas, a aquisição de veículos e o pagamento de mensalidades universitárias.

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