O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, se reúne hoje com assessores sobre mercados financeiros para avaliar as conseqüências da falência do Lehman Brothers na situação econômica do país, mas não deve anunciar medidas, segundo disse um alto funcionário da Casa Branca.

Enquanto isso, o Congresso, controlado pela oposição democrata, montou ontem um segundo plano de estímulo econômico de US$ 50 bilhões.

No encontro com Bush participarão o secretário do Tesouro, Henry Paulson; o presidente do Federal Reserve (Fed, banco central americano), Ben Bernanke, e responsáveis da Comissão de Valores Mobiliários americana (SEC, na sigla em inglês), entre outras autoridades.

O presidente Bush afirmou anteontem que o sistema financeiro dos Estados Unidos é sólido e acabará superando os problemas atuais. "Trabalhamos para reduzir as alterações e diminuir o impacto dos eventos do mercado financeiro na economia em geral." Ele reconheceu ainda que, enquanto não houver uma solução, a situação pode ser "dolorosa" para os investidores e para os empregados das companhias afetadas. "Com o tempo, tenho confiança em que nossos mercados de capital são flexíveis e robustos e podem enfrentar os ajustes", afirmou.

No Congresso, a oposição democrata promoveu um segundo plano de estímulo econômico, apesar das objeções de Bush, centrado na criação de empregos. "Clara e desesperadamente precisamos disto em Michigan e na maioria dos estados neste país", afirmou o senador democrata de Michigan Carl Levin. A Casa Branca se opõe ao segundo plano porque prefere dar mais tempo para que surta efeito a primeira injeção de mais de US$ 160 bilhões - a maioria em devolução de impostos - que o Congresso aprovou em fevereiro.

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