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Bush assina plano de resgate do setor imobiliário

O presidente americano, George W. Bush, assinou um vasto plano de salvação do setor imobiliário, apresentado como o mais ambicioso em uma geração, que vai socorrer devedores e organismos de refinanciamento hipotecário.

AFP |

"O presidente Bush assinou a lei", indicou nesta quarta-feira o porta-voz da Casa Branca Tony Fratto, em um comunicado.

"Estamos impacientes para instaurar novas autoridades para melhorar a confiança e a estabilidade dos mercados e fornecer uma melhor vigilância para Fannie Mae e Freddie Mac", os dois gigantes do refinanciamento hipotecário, acrescentou o porta-voz.

Ele indicou que a administração federal começará a adotar novas políticas para que mais famílias americanas possam continuar em suas casas.

Resultado da mais grave crise do imobiliário desde à Grande Depressão de 1929, o plano foi elaborado em princípio para ajudar os devedores enforcados por suas prestações, elevando principalmente o teto dos empréstimos imobiliários que podem obter uma garantia pública.

Cerca de US$ 300 bilhões de empréstimos imobiliários devem ser garantidos pelo Estado para dar fôlego aos devedores porque as taxas de juros fixas em 30 anos estão em seu nível mais elevado em um ano.

Além disso, US$ 3,9 bilhões devem ser concedidos aos grupos locais para recomprar e reabilitar os imóveis penhorados, o que a Casa Branca não queria aprovar no início.

O plano, que foi adotado pelo Congresso sábado, visa resgatar o setor imobiliário, que está passando por uma desaceleração, com o número de vendas e os preços caindo muito.

Nos EUA, os preços das casas registraram queda recorde em maio, de 15,8% em um ano, segundo o índice S&P/Case-Shiller, calculado com base nos imóveis das 20 maiores aglomerações americanas e publicado terça-feira. Esse foi o 17º mês consecutivo de baixa para este índice.

O penhor imobiliário continua se multiplicando: no segundo trimestre elas estavam em alta de 14% em relação ao trimestre anterior e em um ano elas subiram 121%.

No total, 2,2 milhões de procedimentos de penhora foram lançados em 2007, segundo o gabinete RealtyTrac.

"Atrás de cada um destes dados, há uma família, uma mãe, um pai e crianças tentando enfrentar o desemprego e a perda de suas casas", declarou sábado o senador democrata Chris Dodd pouco antes da adoção deste plano pelo Senado.

O texto prevê também o resgate de Fannie Mae e Freddie Mac que passaram perto da falência no início do mês.

De um lado, todos os dois estão sob autoridade de um novo organismo de controle, com poderes reforçados. De outro lado, o plano permite à Fannie Mae e Freddie Mac, que haviam perdido 50% de seu valor no espaço de uma semana, de ter acesso a capitais públicos, autorizando o Tesouro até o fim de 2009 a comprar ações dos dois organismos ou a emprestar-lhes mais dinheiro.

Fannie Mae e Freddie Mac detêm ou garantem US$ 5,2 trilhões de créditos hipotecários, ou seja cerca de 50% do fluxo do crédito imobiliário americano.

Os opositores à lei, que provocaram o adiamento da votação no Congresso para o fim de semana, diziam que o plano era um fator de perturbação do mercado, recompensando credores e devedores inadimplentes.

bur-chl/lm

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