NOVA YORK - O presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, e outros governantes americanos anunciaram hoje a criação da Iniciativa para o Caminho à Prosperidade na América, um fórum que servirá para promover o livre-comércio no continente.

Acordo Ortográfico Em palavras de Bush ao apresentar a iniciativa no Conselho das Américas em Nova York, neste fórum os líderes poderão "trabalhar para assegurarem que os benefícios do comércio sejam compartilhados amplamente".

A iniciativa, disse, "aprofundará as conexões entre os mercados regionais e expandirá nossa cooperação em questões de desenvolvimento". "É uma iniciativa muito promissora e esperamos resultados positivos quando nossos representantes se reunirem neste fórum no final deste ano", declarou Bush.

O presidente americano, que deixará seu cargo em janeiro, foi um firme defensor do livre-comércio na América. Defendeu até o último momento a criação da Área de Livre-Comércio das Américas (Alca), proposta em 1994 pela Administração de Bill Clinton e abandonada definitivamente em 2006 pela oposição de vários países do continente.

A iniciativa de hoje, muito afastada daquele sonho de criar uma área de livre-comércio do Alasca até a Terra de Fogo, foi assinada pelos países do continente americano que estabeleceram acordos de livre-comércio com os EUA, com a exceção da Nicarágua.

Os signatários são Canadá, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Panamá e Peru, além dos EUA.

Nem a Casa Branca nem o Departamento de Estado informaram à Agência Efe por enquanto o motivo da ausência da Nicarágua neste ato no Conselho das Américas ao qual compareceram representantes dos países signatários.

As relações dos EUA com a Nicarágua não atravessam seu melhor momento por causa da proximidade do presidente nicaragüense, Daniel Ortega, de Governos como o da Venezuela e o da Bolívia.

Segundo informação dada pelos signatários, a iniciativa está aberta para aqueles que se juntam como observadores ou participantes de capacidade plena outros países do continente que compartilhem o "compromisso com a democracia, os mercados abertos e o livre-comércio".

Os países participantes celebrarão uma reunião em nível ministerial antes do início do novo ano e os líderes manterão um novo encontro em 2009 para avaliar os progressos conseguidos.

Em comunicado ao final do encontro, os países participantes afirmaram que reconhecem que, "para alcançar todos os benefícios da liberalização do comércio e da abertura de mercados", é necessário "promover, integrar e fazer avançar todos os aspectos" da agenda econômica e de desenvolvimento no continente.

Dentro da iniciativa, disseram, os países signatários se comprometem a "aumentar as oportunidades para nossos cidadãos, em particular os pequenos empresários e os camponeses, para que possam se aproveitar do comércio".

Também promoverão uma "arquitetura" para o comércio regional "consistente com o sistema comercial mundial" e aumentarão a cooperação regional no desenvolvimento econômico.

Da mesma forma, afirmam que se envolverão com o setor privado e com a sociedade civil para fazer avançar estes objetivos, mediante, entre outras possibilidades, a promoção de alianças entre o setor público e o privado. Em seu discurso de hoje Bush fez uma animada defesa do livre-comércio. "Convém para nós continuar abrindo mercados, especialmente em nossa própria vizinhança", declarou.

Afirmou que ainda necessitam de aprovação no Congresso dos EUA os tratados de livre-comércio com Colômbia, Panamá e Coréia do Sul e fez um apelo para que sejam aprovados o mais rápido possível.

Concretamente, fez alusão ao TLC com a Colômbia para afirmar que o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e ele "trabalharam de forma diligente para conseguirem um acordo justo e o Congresso deve aprová-lo".

A maioria democrata resiste a votar o TLC com a Colômbia e reivindica maiores garantias em relação aos direitos humanos e dos trabalhadores neste país. Bush também pediu a ratificação do TLC com o Panamá, que afirmou que "será bom para este país e será bom para os EUA".

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