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Bush alerta para o perigo da não aprovação do pacote econômico

O presidente americano, George W. Bush, declarou nesta terça-feira que a rejeição da Câmara de Representantes dos Estados Unidos ao plano de resgate financeiro não é o fim dos esforços para a aprovação do projeto e que sua aprovação é fundamental para a economia americana.

AFP |

"A realidade é que estamos em uma situação de urgência, e as conseqüências serão cada dia piores se não agirmos", advertiu o presidente em um discurso na Casa Branca.

"Porém, prometo aos cidadãos americanos e aos cidadãos do mundo que este não é o fim do processo legislativo", acrescentou.

"Minha administração continuará trabalhando estreitamente com os dirigentes dos dois partidos no Congresso".

O plano de resgate de 700 bilhões de dólares foi rejeitado na segunda-feira por 228 votos contra 205 na Câmara de Representantes. Dois terços dos representantes republicanos votaram contra o pacote.

Em função disso, as bolsas americanas perderam na véspera um trilhão de dólares, sua maior queda em valor em apenas um dia. Nesta terça, Wall Street tentou reagir abrindo em leve alta, com o Dow Jones subindo 1,69% e o Nasdaq 2,61%.

As Bolsas asiáticas e européias seguiram a tendência de queda nesta terça-feira.

Tóquio encerrou a sessão de terça-feira em queda de 4,12%. O índice Nikkei 225 perdeu 483,75 pontos, a 11.259,86 unidades, o menor nível em mais de três anos.

Sydney caiu 4,3% e Taipé retrocedeu 3,55%. Hong Kong surpreendeu com uma alta de 0,8%, depois de ter registrado queda superior a 6% durante a sessão.

Na Europa, Londres operava em leve alta de 0,27%, depois de uma queda de quase 3% nos primeiros 30 minutos de sessão. Frankfurt perdia 0,81% e Paris 0,52%, ambas em situação melhor que no início da sessão.

As autoridades russas chegaram a suspender as cotações nos dois mercados de valores de Moscou, o RTS (em dólares) e o MICEX (em rublos), antes da abertura.

Na segunda-feira, Bush prometeu atacar frontalmente a crise com a ajuda de seus conselheiros econômicos e disse estar muito decepcionado com a derrota do plano de resgate financeiro.

"Fiquei desapontado com a votação do plano de resgate econômico. Nós elaboramos um plano que era grande porque temos um grande problema", afirmou.

Já o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Henry Paulson, autor do projeto, garantiu que as autoridades empregarão "todas as ferramentas disponíveis" para ajudar a economia americana, mas advertiu que esses poderes são insuficientes e um plano de resgate é urgentemente necessário.

A Comissão Européia, por sua vez, afirmou nesta terça-feira que os Estados Unidos devem "assumir suas responsabilidades" diante da crise financeira mundial, depois da rejeição de segunda-feira da Câmara de Representantes ao plano de resgate bancário neste país.

"Os Estados Unidos devem assumir suas responsabilidades nesta situação, devem mostrar sua capacidade de liderança para o bem de suas próprias empresas e pelo bem do mundo", afirmou o porta-voz da Comissão Européia, Johannes Laitenberger.

Apesar de a estabilidade do sistema financeiro mundial estar em jogo, a decisão dos representantes americanos pareceu guiar-se pela aproximação das eleições presidencias e o que muitos eleitores e contribuintes pensam: que o cidadão comum não deve pagar pelos erros de Wall Street.

A apenas cinco semanas das eleições, "evidentemente algumas pessoas preferem perder uma economia do que uma eleição", afirmou o representante democrata David Obey (Wisconsin), em referência aos colegas republicanos que se opuseram ao resgate financeiro.

roc/cn/fp

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