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Bush adverte que ainda há muito trabalho a fazer para resolver crise mundial

(atualiza com declarações de Bush após Cúpula do G20) Macarena Vidal. Washington, 15 nov (EFE).- O presidente dos Estados Unidos, George W.

EFE |

Bush, disse hoje que ainda há muito trabalho a fazer para resolver a crise financeira, no final da Cúpula de Chefes de Estado e de Governo do Grupo dos Vinte (G20, que reúne os países mais ricos e os principais emergentes), marcada pela ausência do presidente americano eleito, Barack Obama.

Ao término da reunião, que acabou 45 minutos antes do esperado, por volta das 17h (horário de Brasília), um sorridente Bush, que falou com entusiasmo em alguns momentos, declarou que Cúpula do G20 tinha sido um "êxito", mas disse que ainda há "muito a ser feito".

Bush, que falou por dez minutos e não admitiu perguntas, afirmou que uma das principais conquistas da reunião foi o estabelecimento de princípios e medidas para adaptar os sistemas financeiros às realidades do século XXI.

"Devemos tornar os mercados mais transparentes" e que respondam à regulação e supervisão adequadas, sustentou Bush, que também explicou que os líderes se mostraram favoráveis a "melhorar a integridade dos mercados financeiros" e aumentar a cooperação entre as autoridades responsáveis.

"Devemos reformar as instituições financeiras internacionais", que devem considerar aumentar o poder de voto e a representação dos países em desenvolvimento, acrescentou o presidente americano.

Imediatamente após sua declaração, no Museu Nacional da Construção (NBM, em inglês), em Washington, Bush retornou à Casa Branca para embarcar no helicóptero que o levou à residência de Camp David.

No comunicado final, os líderes das principais economias em desenvolvimento e desenvolvidas se comprometeram a "adotar as medidas necessárias para estabilizar o sistema financeiro", mas não fixaram um plano coordenado para estimular a economia.

Os líderes do G20 concordaram em continuar suas conversas e avaliar os progressos alcançados na próxima reunião, provavelmente em Londres, no máximo em 30 de abril, data na qual Obama já terá completado 100 dias na Casa Branca.

Uma das dificuldades para a Cúpula conseguir resultados concretos era o fato de Bush estar em final de mandato.

Os países não queriam se arriscar a tomar grandes decisões que pudessem ser revistas a partir de 20 de janeiro, quando Obama assumirá a Presidência dos EUA.

O presidente eleito defende um novo conjunto de medidas de estímulo e pressiona o Congresso a aprová-lo antes da posse do futuro Governo.

Se o Congresso não agir, Obama disse que será a primeira coisa que fará quando chegar à Casa Branca.

Por outro lado, Bush e o Partido Republicano não são totalmente contra este plano, por isto não o descartaram de forma taxativa.

Em sua declaração à imprensa, Bush afirmou que a equipe de transição de Obama recebeu todas as informações sobre o que o atual Governo se propunha a fazer nesta cúpula.

"Trabalharemos de maneira incansável para garantir que a transição entre meu Governo e o dele não tenha fissuras", prometeu Bush, que disse que explicou aos chefes de Estado e de Governo que fará todo o possível para o êxito de seu sucessor.

Segundo Bush, os líderes puderam constatar durante a reunião que, embora procedam "de partidos políticos diferentes", "convém aos interesses do país que (Obama) tenha êxito".

Embora o presidente eleito tenha optado por ficar em sua casa em Chicago durante a Cúpula, Obama enviou dois representantes, a ex-secretária de Estado americana Madeleine Albright e o ex-congressista republicano Jim Leach, que mantiveram uma intensa série de reuniões com os participantes da Cúpula do G20. EFE mv/wr/fal

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