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Bush admite que economia americana está em recessão

O presidente George W. Bush reconheceu pela primeira vez em público que a economia americana está em recessão, e disse que o fato é evidenciado pelos péssimos números do desemprego para o mês de novembro publicados nesta sexta-feira.

AFP |

"Os dados sobre o emprego publicados hoje (sexta-feira) mostram que nossa economia está em recessão", declarou Bush, no dia em que o departamento do Trabalho anunciou o cancelamento de 533.000 empregos em novembro e uma taxa de desemprego de 6,7%, a mais alta em mais de 15 anos.

Assim, Bush confirmou a declaração emitida segunda-feira pelo departamento nacional da Pesquisa Econômica (NBER) oficializando a recessão americana.

"Este fato se deve em grande parte aos graves problemas pelos quais estão passando nossos mercados imobiliário e do crédito, e o mercado financeiro, que causaram importantes perdas de empregos", declarou.

Bush afirmou que sua administração está trabalhando para resolver estes problemas, mas não disse estar disposto a aprovar um segundo plano de recuperação econômica, uma idéia defendida por seu sucessor, Barack Obama, e pelos democratas.

No momento em que as três principais montadoras americanas temem por sua sobrevivência e tratam de conseguir uma ajuda pública, Bush destacou que o Congresso vai atuar na próxima semana, com base nas propostas emitidas por seu governo.

O presidente dos Estados Unidos ressaltou que Ford, Chrysler e General Motors somente receberão uma ajuda financeira "se fizerem escolhas difíceis em todos seus setores de atividades e provarem que podem não apenas sobreviver, mas prosperar".

Bush se disse "preocupado" com os americanos que perderam ou emprego.

"O problema mais urgente que enfrenta nossa economia é o problema nos mercados do crédito", frisou.

O presidente americano insistiu na necessidade de voltar a favorecer o crédito para as empresas e os americanos para relançar os investimentos e o consumo, e lembrou as iniciativas de seu governo e a aplicação de um plano de 700 bilhões de dólares destinados principalmente às instituições financeiras.

"O crédito está começando a circular", afirmou.

"Ainda há muito trabalho pela frente, mas os sinais animadores existem", comentou.

Segundo ele, o governo também está trabalhando para reerguer o mercado imobiliário.

"Será preciso algum tempo para que nossas providências produzam efeito, mas confio nas medidas que tomamos para resolver os problemas que assolam nossa economia", finalizou.

lal/yw/sd

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