Há apenas quatro anos no País, o que especialistas consideram como um atraso em relação à concorrência, a rede americana de fast-food Burger King pretende ter 100 lojas nos próximos dois anos, o que deve significar um investimento de R$ 100 milhões. Isso significa quase dobrar de tamanho, diante das 56 lojas já existentes.

A estimativa foi dada na última terça-feira pelo presidente mundial do Burger King, John W. Chidsey, que esteve no Rio para conhecer a milésima loja da marca na América Latina, mas a primeira na cidade, inaugurada no final de junho.

"Ter 100 lojas é um volume expressivo, mas relativamente pequeno em relação à concorrência", afirma Adir Ribeiro, diretor de educação corporativa do Grupo Cherto, consultoria especializada em canais de marketing. De acordo com ele, os grandes concorrentes do mercado de fast food, especialmente os brasileiros, já estão com entre 200 e 300 lojas no País. Ribeiro cita redes como a Giraffas, Spoleto e Habib's. "Parece que eles (Burger King) perderam um pouco do tempo da história do mercado brasileiro", acrescenta Ribeiro, lembrando a oportunidade de mercado aberta pela recente crise do McDonald's, que reestruturou sua rede e deixou de abrir franquias.

Chidsey, por sua vez, prefere falar em entrar na hora certa no Brasil. De acordo com ele, a rede demorou para fazer sua estréia no mercado brasileiro porque, entre outras precauções, preferiu encontrar os parceiros certos para poder abrir as franquias. "Um dos desafios foi acertar o momento certo da economia brasileira, com crescimento sustentável", respondeu Chidsey, ao ser perguntado sobre os maiores desafios da rede para entrar no País. Outro desafio encontrado pela rede Burger King foi a cadeia de fornecedores. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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