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Berlim, 4 dez (EFE).- O Bundestag (câmara baixa do Parlamento alemão) aprovou hoje um pacote de incentivos fiscais com o qual o Governo da Alemanha espera incentivar o consumo das famílias e o crescimento das pequenas empresas.

A chamada "Lei para a Aceleração do Crescimento", seu nome oficial, conta com um volume total de 8,4 bilhões de euros.

A lei foi aprovada com os votos da coalizão governamental de centro-direita, mas ainda deverá superar o Bundesrat (câmara alta), onde conta com a resistência não só dos estados federados dirigidos por social-democratas, mas também dos líderes regionais da governamental União Democrata-Cristã (CDU).

Os estados federados ("Länder"), cujos cofres sofreram fortes danos com a crise, temem não poder arcar com as perdas adicionais derivadas desta redução tributária, da qual eles deverão assumir a metade.

Na opinião do presidente do senado do estado federado Bremen e presidente rotativo do Bundesrat, Jens Böhrensen, "em plena crise", os "Länder" não podem assumir "ainda mais pesos".

Em declarações à emissora de rádio "Deutschlandfunk", Böhrensen manifestou seu temor de que o Governo tente "comprar" os líderes da CDU, oferecendo-lhes em troca ajudas de outro tipo, e busque "romper a frente de rejeição" que ainda mantém os líderes regionais unidos.

A chanceler alemã, Angela Merkel, se reuniu ontem com um dos líderes "rebeldes" da CDU, o ministro-presidente de Schleswig-Holstein, Peter-Harry Carstensen, em um encontro que, segundo o porta-voz do Governo, Ulrich Wilhelm, é "comum" diante de decisões que afetam as câmaras regionais, e que em nenhum caso teve como objetivo "comprar alguém".

A lei em questão será votada no dia 18 de dezembro no Bundesrat e contempla aumentar a quantia deduzível para as famílias com filhos dos atuais 6.024 euros até 7.008 euros, independentemente do nível de renda dos declarantes.

Além disso, o projeto prevê aumentar as ajudas por filho em 20 euros mensais: até 184 euros para os dois primeiros filhos, até 190 euro para o terceiro e até 215 a partir do quarto.

Para o médio prazo, o Governo de democratas-cristãos, social-cristãos e liberais acordou em seu tratado de coalizão uma ampla reforma tributária que almeja aliviar a carga tributária em 24 bilhões de euros anuais a partir de 2011, planos considerados como irrealizáveis por inúmeros especialistas econômicos. EFE ih/bba

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