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Bulgária diz ter reservas de gás para só 7 dias

Sófia, 13 jan (EFE).- A Bulgária possui reservas de gás para apenas uma semana, e, se o fornecimento feito pela Rússia não for retomado nesse período, o consumo do produto no país terá que ser reduzido de forma drástica.

EFE |

"Suponho que, com o consumo racionado atual, poderemos suportar até 20 de janeiro. Mas, se a crise do gás continuar, depois desta data teremos que diminuir a quantidade recebida pelos consumidores em 35%", declarou à agência "BTA" um dos responsáveis por gerir a crise no Ministério de Economia e Energia do país, Atanas Saykov.

A Bulgária, que atende a mais de 90% de suas necessidades energéticas com as importações do gás russo transportado por solo ucraniano, é o país que mais tem sofrido com atual crise do gás, que já dura uma semana.

O consumo diário no país, já reduzido em 70% após o corte total no fornecimento feito pela Rússia na terça-feira da semana passada, beira os 4,2 milhões de metros cúbicos.

No começo da crise, em 7 de janeiro, o ministro de Economia e Energia, Petar Dimitrov, assegurou que a Bulgária possuía reservas de 870 milhões de metros cúbicos de gás e poderia suportar a interrupção no envido do insumo "durante seis meses", desde que racionasse o consumo.

Dias depois, o presidente do país, Georgi Purvanov, veio a público dizer que a Bulgária tinha reservas de gás para 100 dias, sem especificar a quantidade armazenada.

Milhões de pessoas continuavam hoje sem calefação, mesmo com as temperaturas estando muito abaixo de 0°C em todo o país.

No setor industrial, dezenas de empresas tiveram que paralisar sua atividade devido à falta de gás.

O primeiro-ministro búlgaro, Serguei Stanishev, anunciou nesta terça-feira que viajará amanhã para Moscou, onde discutirá com as autoridades russas o corte no fornecimento de gás natural à Europa.

EFE vp/sc

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