A Budweiser, cerveja símbolo dos americanos, será a partir de agora a principal marca do portfólio da InBev. A promessa de Carlos Brito, o presidente-executivo da InBev, desde o início das negociações era a de levar a marca para todos os cantos do globo.

E esse foi um dos argumentos usados ontem pelo presidente da Anheuser-Busch, August Busch IV, para justificar o fato de ter aceito a oferta da InBev. "Esse acordo fornece valor adicional e correto para os acionistas da Anheuser-Busch, enquanto aumenta o acesso aos mercados globais para a Budweiser, uma das marcas ícones na América."

Para a InBev, contar com uma marca como a Budweiser em seu portfólio é uma vitória a mais dentro desse acordo. Apesar de a maior parte das vendas da marca estar concentrada no mercado americano, a Budweiser é reconhecida praticamente em todos os países.

A América Latina, e principalmente o Brasil, são, de acordo com a InBev, mercados prioritários para a expansão da cerveja americana. Em teleconferência com a imprensa, Carlos Brito disse que a Budweiser vai se enquadrar no segmento de cervejas premium no Brasil, que é um dos nichos de maior crescimento no setor cervejeiro nacional.

Ele mencionou o sucesso de marcas estrangeiras no País, como a Stella Artois. "A Budweiser não compete com nossas marcas mais populares, como a Skol", disse. O que a empresa quer evitar ao posicionar a Budweiser como cerveja premium no Brasil é justamente a canibalização de marcas como a Skol.

A Budweiser, na verdade, já foi vendida no Brasil, por pouco tempo, nos anos 90. Era trazida pela Antarctica. Mas deixou o País pouco antes da operação que uniu a Antarctica e a Brahma para dar origem à AmBev.

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