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Bruxelas abre investigação sobre compra da Rio Tinto pela BHP

Bruxelas, 4 jul (EFE).- A Comissão Européia anunciou hoje a abertura de uma investigação em profundidade sobre a compra do grupo mineiro Rio Tinto por parte de seu concorrente a BHP Billiton, ao suspeitar que poderia gerar problemas para a concorrência.

EFE |

Em comunicado, Bruxelas disse que, após uma análise preliminar, preocupam as conseqüências da fusão nos mercados de minério de ferro, carvão, urânio, alumínio e outros minerais.

O Executivo da UE teme que os preços desses produtos poderiam aumentar, além de que os compradores veriam suas opções serem reduzidas.

A comissão destacou, no entanto, que a decisão de abrir uma investigação em profundidade não prejulga o resultado final da avaliação.

Bruxelas tem agora 90 dias de trabalho, até 11 de novembro de 2008, para decidir se autoriza a operação, com ou sem condições, ou a veta para garantir a livre concorrência no mercado europeu.

A comissária européia de Concorrência, Neelie Kroes, insistiu em que as matérias-primas produzidas por BHP e Rio Tinto são essenciais em diversas indústrias européias e se referiu ao atual quadro de encarecimento global deste tipo de bens.

"Neste contexto tão delicado, qualquer mudança que piore a situação seria especialmente daninha", disse Kroes.

No mercado do minério de ferro, Bruxelas acredita que o nível de concentração após a fusão seria muito elevado e a entidade resultante seria líder no mundo.

Também no âmbito do carvão usado na indústria metalúrgica, o outro grande componente para a fabricação de aço, a compra da Rio Tinto reforçaria a liderança da BHP, deixando seus concorrentes a grande distância.

Existe um grave risco, acrescenta a comissão, que esta situação afete negativamente a negociação de preços com os compradores de aço.

Ainda pior, a companhia resultante da fusão poderia decidir reduzir seus investimentos, o que repercutiria na oferta de material disponível no mercado.

Os especialistas de Bruxelas também estão preocupados com os efeitos da união BHP e Rio Tinto nos mercados do urânio - são dois fornecedores líderes desse mineral; alumínio - de múltiplas utilidades, desde produção de empacotados à aeronáutica; e as areias minerais - usadas para a produção de tintas. EFE epn/ma

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