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Brown estabelece pilares éticos para os mercados na era global

Londres, 18 out (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, estabeleceu três pilares éticos sobre os quais, em sua opinião, devem estar os mercados da era global, em contraposição ao desenfreamento que originou a crise financeira.

EFE |

Em artigo publicado hoje no conservador jornal "The Daily Telegraph", Brown afirma que o sistema financeiro do futuro deve ser baseado nos princípios de "justiça, administração responsável e cooperação".

"A primeira crise financeira da era global expôs as fraquezas do desenfreamento no livre mercado", escreveu o chefe do Governo.

No artigo, Brown afirma que, pela história de sua família, formada por agricultores, acredita "nos mercados, na concorrência e em recompensar a criatividade e o esforço".

"Este Governo do Novo Trabalhismo é a favor da empresa e dos mercados, e sempre será", afirmou o governante, antes de dizer que, no entanto, é preciso introduzir mecanismos para controlar os excessos do sistema.

Segundo Brown, embora os mercados sejam capazes de estimular o dinamismo e a iniciativa empreendedora das pessoas, não podem por sozinhos gerar os valores éticos "necessários para a economia e a sociedade".

O governante afirmou que, em primeiro lugar, o sistema financeiro deve atuar com justiça, recompensando o trabalho, o esforço e a responsabilidade, e rejeitando a irresponsabilidade.

Neste sentido, a Autoridade de Serviços Financeiros, reguladora do setor no Reino Unido, publicará em breve um código de conduta, assinalou Brown.

A ética da administração responsável é o segundo princípio defendido pelo líder trabalhista, que pediu aos bancos apara recuperar sua vocação de serviço público.

Por último, Brown diz em seu artigo que o terceiro pilar do novo sistema financeiro é a cooperação, já que em um mundo globalizado, onde os riscos são globais, as responsabilidades devem ser assumidas por todos.

O primeiro-ministro também defendeu uma reforma das instituições financeiras do século passado, como o Fundo Monetário Internacional (FMI). EFE jm/mh

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