França e Reino Unido querem a criação de um fundo global para ajudar as economias emergentes em dificuldade e, assim, parar o contágio provocado pela crise financeira. Ontem, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, foi a Versalhes para uma reunião com o presidente francês Nicolas Sarkozy.

Na pauta, a necessidade de uma ação urgente para evitar uma proliferação de crises no Leste Europeu ou em qualquer outro mercado emergente que acabe alimentando a crise nos países ricos. "Nossa primeira prioridade é parar o contágio, incluindo o Leste Europeu", disse Brown. Nos últimos dias, Hungria, Bielo-Rússia e Ucrânia já tiveram de apelar por ajuda ao Fundo Monetário Internacional.

Tanto Brown como Sarkozy querem agora que o FMI crie um fundo para ajudar países em crise. O francês quer que a UE destine US$ 20 bilhões para evitar o contágio. Ele admitiu que o risco atual é de que a crise ganhe mais um capítulo: a instabilidade nos emergentes e uma nova onda de quebra de bancos de países ricos por causa da exposição nessas regiões. Na Europa, vários bancos de peso estariam avisando aos governos que a ameaça agora vem do Leste Europeu, onde nos últimos dez anos esses bancos aumentaram seus créditos.

Segundo Brown, a cúpula das 20 maiores economias do mundo, no dia 15 de novembro, em Washington, será decisiva na formulação de um plano para enfrentar a crise financeira global.

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