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Brown diz que plano de resgate é audaz e de amplo alcance

Londres, 8 out (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, Gordon Brown, afirmou hoje que o plano de resgate do Governo para estabilizar o sistema financeiro do país é audaz e de amplo alcance.

EFE |

Em declaração em sua residência oficial em Downing Street junto ao ministro da Economia, Alistair Darling, o chefe do Governo trabalhista assinalou que "o programa de estabilidade e reestruturação é completo e específico".

O Reino Unido anunciou hoje um plano de 50 bilhões de libras (cerca de 62 bilhões de euros) para estabilizar o sistema financeiro local, o que representa uma nacionalização parcial dos bancos.

Brown disse que este programa deve restabelecer a confiança no sistema, depois de os títulos dos principais bancos britânicos sofrerem ontem fortes quedas na Bolsa de Londres.

Explicou que a crise começou nos EUA, mas se estendeu a todos os continentes, por isso foi necessária esta intervenção "inovadora" para enfrentar este "momento extraordinário".

A crise financeira, insistiu Brown, ameaça afetar famílias e negócios do Reino Unido, por isso o plano pretende restabelecer a confiança no sistema financeiro, respaldar os empregos e brindar prosperidade ao país.

O premiê informou que funcionários do Tesouro, do Banco da Inglaterra e da Autoridade de Serviços Financeiros (FSA, na sigla em inglês, regulador do setor) trabalharam neste plano de resgate durante "algumas semanas".

"O programa foi pensado para restabelecer a confiança no sistema financeiro e, mais ainda, para situar o sistema bancário britânico sobre uma base sólida a fim de que possa apoiar empregos e (brindar) prosperidade em toda a economia", disse Brown.

"O Governo deu passos para facilitar liquidez aos bancos e para assegurar o bom funcionamento dos bancos", assinalou.

O plano servirá para comprar ações nos principais bancos do país, que ontem sofreram fortes quedas, que chegaram a cerca de 40% no caso do Royal Bank of Scotland (RBS).

Confirmaram participação no programa de recapitalização até o momento as instituições Abbey, Barclays, HBOS, HSBC, Lloyds TSB, Nationwide, RBS e Standard Chartered, embora, segundo o Governo, outros bancos também possam optar pelo plano.

Estas instituições se comprometeram a aumentar seu capital antes do fim do ano por um total de 25 bilhões de libras (cerca de 32,34 bilhões de euros), embora este crescimento varie de acordo com cada caso.

O Governo se declara ainda disposto a fornecer um mínimo de 25 bilhões de libras adicionais às entidades que reúnam os requisitos necessários para a aquisição de ações preferenciais ou nos casos nos quais os bancos o solicitem expressamente também para a compra de títulos ordinários.

O Banco da Inglaterra fornecerá outros 200 bilhões de libras (aproximadamente 258,864 bilhões de euros) em forma de créditos a curto prazo a fim de fornecer liquidez aos bancos e entidades hipotecárias.

Os principais bancos britânicos desabaram na terça-feira na Bolsa de Londres, depois que a cadeia "BBC" informou que seus diretores tinham solicitado ao Governo liquidez adicional.

O Royal Bank of Scotland (RBS) foi o mais afetado, já que perdeu 10 bilhões de libras (cerca de 12,9 bilhões de euros) de seu valor ao cair nada menos que 39% - a maior baixa em 13 anos -, até ficar em 90 pence. EFE vg/mh

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