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Brown admite que Reino Unido enfrentará recessão

O primeiro-ministro da Grã-Bretanha, o trabalhista Gordon Brown, admitiu ontem que a crise econômica mundial provavelmente causará recessão no Reino Unido. Brown reconheceu essa possibilidade durante seu comparecimento semanal diante da Câmara dos Comuns, pressionado pelo líder da oposição conservadora, David Cameron.

Agência Estado |

O chefe do governo se pronunciou sobre esse assunto depois que o presidente do Banco da Inglaterra, Mervyn King, reconheceu na terça-feira, pela primeira vez, que o Reino Unido "provavelmente" entrará em recessão, em conseqüência da atual crise financeira internacional.

"Agora, parece provável que a economia do Reino Unido está entrando em uma recessão", afirmou o presidente da instituição financeira durante um discurso pronunciado em Leeds (norte da Inglaterra).

King admitiu a probabilidade de que o país sofra uma recessão com o argumento de que a conjunção de dois fatores - a queda da disponibilidade de crédito e uma redução na renda disponível das famílias - aumenta o risco de uma baixa "pronunciada e prolongada da demanda interna", declarou.

No Parlamento, o primeiro-ministro repercutiu os comentários de King e disse aos deputados: "O presidente do Banco da Inglaterra disse na noite passada que, desde a Primeira Guerra Mundial, o sistema bancário internacional nunca esteve tão perto do colapso. E estou de acordo com ele."

"Após adotar medidas no sistema bancário, agora devemos agir diante da recessão financeira global, que provavelmente causará recessão nos EUA, França, Itália, Alemanha, Japão e, dado que nenhum país pode se isolar, também no Reino Unido", admitiu Brown.

O caminho seria o apoio à manutenção da demanda interna. "Por isso, vamos concentrar toda nossa atenção em ajudar as famílias e as empresas", acrescentou o premiê.

O Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido não registrou no segundo trimestre nenhum crescimento em comparação aos três primeiros meses do ano e, na sexta-feira, serão divulgados os dados provisórios correspondentes ao terceiro trimestre. Muitos analistas da "City", o centro financeiro de Londres, previram que o crescimento do PIB será negativo pela primeira vez em 16 anos.

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