Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

British Airways e Iberia anunciam fusão

A British Airways (BA) e a espanhola Iberia fecharam ontem um acordo de fusão estimado em US$ 8 bilhões para criar a terceira maior companhia aérea do mundo, aumentando a possibilidade de uma fusão posterior com a American Airlines. O acordo entre BA e Iberia, que as empresas esperam concluir até dezembro, tem como objetivo ajudar as duas a superar uma perda anual conjunta de mais de US$ 1 bilhão, decorrente do pior declínio registrado na indústria nas últimas décadas.

AE |

A British Airways (BA) e a espanhola Iberia fecharam ontem um acordo de fusão estimado em US$ 8 bilhões para criar a terceira maior companhia aérea do mundo, aumentando a possibilidade de uma fusão posterior com a American Airlines. O acordo entre BA e Iberia, que as empresas esperam concluir até dezembro, tem como objetivo ajudar as duas a superar uma perda anual conjunta de mais de US$ 1 bilhão, decorrente do pior declínio registrado na indústria nas últimas décadas. Elas esperam cortar seus custos em cerca de 400 milhões por ano, possibilitando uma concorrência mais acirrada com as rivais Lufthansa e Air France, e também com empresas aéreas de passagens mais baratas, como a Ryanair. Uma vez concluída a fusão, a BA possuirá 56% do novo grupo, e a Iberia, 44%. O grupo representa a conclusão da antiga tentativa da empresa britânica de comprar a Iberia, e posiciona as companhias no sentido de uma consolidação posterior. A BA, a Iberia e a American, todas elas parte da aliança Oneworld, querem aprofundar o pacto para se valer do acordo Open Skies entre Estados Unidos e União Europeia, que propõe a liberalização da aviação transatlântica. "A fusão com a American é agora o próximo objetivo na pauta da BA e da Iberia, e este acordo aumenta a probabilidade de concretização desta incorporação, mas elas provavelmente estão analisando a possibilidade de acordos com empresas aéreas europeias e asiáticas também", disse Stephen Furlong, analista da Davy Stockbrokers. "Há muitas empresas aéreas no mundo e, no futuro, as maiores serão as melhores. A BA espera que este seja o início de um processo de muitas fusões." Na quarta feira, fontes disseram que a United Airlines estudava uma fusão com a US Airways num acordo que poderia criar a segunda maior empresa aérea dos Estados Unidos. A aliança Oneworld realizará uma coletiva de imprensa em Los Angeles ainda na quinta-feira para anunciar uma joint venture formada entre a American e a Japan Airlines para as rotas sobre o Pacífico, disse uma fonte na indústria. O diretor executivo da BA, Willie Walsh, e o chefe da Iberia, Antonio Vazquez, estarão presentes. Vazquez, que presidirá o International Airlines Group formado a partir da fusão, disse que a empresa formada com a combinação da BA e da Iberia "participaria em novas operações de consolidação da indústria". A BA e a Iberia continuarão a operar suas marcas originais - reproduzindo a estrutura da fusão entre Air France e KLM, em 2004, na qual as duas companhias mantiveram separadamente suas frotas e redes, mas pertenciam a uma mesma holding. "O próprio nome sugere a intenção de somar ao grupo novas companhias aéreas no longo prazo, sem que nenhuma delas seja individualmente favorecida", disse o analista Jonathan Wober, da Société Generale. Redução de custos. A fusão combinará a sólida posição da BA no tráfego do Atlântico Norte aos negócios da Iberia na América Latina. Os planos de aliança com a American Airlines fortaleceriam ainda mais o acordo. O objetivo da BA e da Iberia de economizar 400 milhões em seus custos anuais até o término do quinto ano do novo grupo vai envolver cortes de empregos e de voos mais curtos, considerados menos lucrativos. A BA enfrentou recentemente greves entre seus funcionários da tripulação por causa de salários e empregos, encarados como uma ameaça futura. "Imagino que a estimativa de 400 milhões seja conservadora, mas com a ação do sindicato da BA, é difícil ser mais agressivo no presente momento. O verdadeiro motivo por trás desta fusão é a sinergia de lucros e custos", disse um analista que pediu para não ser identificado. "Aceitamos a lógica da fusão sob o desafiador clima econômico enfrentado pela aviação", disse Steve Turner, diretor nacional do sindicato britânico Unite para a aviação civil. "Apoiamos a medida - mas não a qualquer custo." Os sindicatos espanhóis receberam bem a fusão, que ainda precisa ser aprovada por reguladores e acionistas. "A indústria europeia da aviação está avançando na direção da consolidação de três participantes principais, e o acordo (da BA) foi estabelecido de modo a respeitar os acordos trabalhistas atuais da Iberia", disse um porta-voz do segundo maior sindicato espanhol, UGT.
Leia tudo sobre: iG

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG