SÃO PAULO - A British Airways (BA) anunciou ter fechado um acordo para a compra da companhia aérea francesa LAvion por 54 milhões de libras. Esse valor inclui um aporte em dinheiro de 26 milhões de libras na companhia francesa, hoje a única a oferecer vôos entre a Europa e os EUA com aviões totalmente em classe executiva.

A intenção da BA com essa aquisição é reforçar sua subsidiária OpenSkies, de serviço premium nas rotas transatlânticas - embora seus aviões não sejam exclusivamente em classe executiva.

A L'Avion opera com duas aeronaves Boeing 757 entre os aeroportos de Orly, em Paris, e Newark, em Nova Jersey (EUA). Uma vez completada a aquisição, o que a BA espera que ocorra ainda neste mês, a empresa francesa será integrada totalmente à OpenSkies.

Atualmente, a subsidiária da BA já opera a partir de Orly, com vôos em codeshare (parceria operacional) com a própria L'Avion, mas com destino ao aeroporto JFK, em Nova York (EUA). Com a integração das duas, elas irão oferecer até três vôos diários entre Paris e a região de Nova York, utilizando três aeronaves 757.

A L'Avion é uma companhia aérea de sucesso, que construiu um serviço premium entre Orly e Nova York em um período de tempo relativamente curto, afirmou o executivo-chefe da companhia britânica, Willie Walsh. Ela tem muitas complementaridades com a OpenSkies e ao adquiri-la, a empresa terá uma maior oferta de horários e uma base estabelecida de clientes no mercado Paris-Nova York, completou.

Segundo o presidente do conselho e co-fundador da L'Avion, Christophe Bejach, a combinação com a OpenSkies permitirá que as duas empresas cresçam a ritmo mais acelerado e forte. Nossa equipe vai se beneficiar da ambição e da experiência reconhecida do comprador e nossos clientes terão acesso a um serviço ainda melhor, em uma escala maior, afirmou.

Lançada em janeiro do ano passado, a L'Avion opera com aviões configurados para o transporte de até 90 passageiros, todos em classe executiva. Ela está baseada em Paris e tem uma equipe de 77 funcionários.

A conclusão do negócio, segundo a BA, ainda depende de autorização das agências regulatórias.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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