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Briga sobre enxofre no diesel segue sem solução

A disputa sobre o teor de enxofre no diesel brasileiro continua sem solução após uma reunião, ontem, entre representantes da indústria, da sociedade civil e do ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc. O teor atual é de 500 partes por milhão (ppm) nas regiões metropolitanas e de 2.

Agência Estado |

000 ppm, no resto do País. Uma resolução do Conselho Nacional de Meio Ambiente (Conama), de 2002, exige que esse índice seja reduzido para 50 ppm a partir de janeiro de 2009 - equivalente ao do diesel europeu e americano.

A Petrobras e a indústria automotiva (que precisaria adaptar seus motores ao combustível mais limpo) já deixaram claro que não pretendem cumprir a resolução. Segundo fontes que acompanham as negociações, a proposta apresentada ontem previa a redução do teor de enxofre para 50 ppm apenas no diesel que abastece os ônibus das cidades de São Paulo e Rio. No resto do País, a redução seria de 2.000 ppm para 1.800 ppm.

"O ministério achou a proposta modesta. Eu acho vergonhosa", disse o ambientalista Fabio Feldmann, que está à frente do movimento pelo cumprimento da resolução.

O diesel, usado por ônibus e caminhões, é a principal fonte de material particulado veicular na poluição das cidades. O enxofre pode causar inflamação das vias respiratórias e problemas cardiovasculares. "Quem vai pagar a conta da saúde desse atraso?", diz Oded Grajew, do Movimento Nossa São Paulo.

Nova reunião foi marcada para o dia 26. A Petrobras não fala sobre o assunto.

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