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Briga jurídica por Jirau não passa de guerra comercial, avalia Minc

RIO - O ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, afirmou que a briga jurídica para as obras da hidrelétrica de Jirau, no rio Madeira, não passa de uma guerra comercial entre dois grandes consórcios. Ele comemorou a derrubada, ontem, da liminar concedida na 1ª instância da Justiça Federal de Rondônia, que impedia o início das obras da usina, e afirmou que a instalação do canteiro de obras poderá ser finalmente concluída.

Valor Online |

Minc observou que a questão ambiental não pode ser manipulada por interesses comerciais. "Descobrimos que o mesmo advogado dos ambientalistas era o advogado da Odebrecht", comentou ele, que participou nesta sexta-feira de assinatura de um protocolo de intenções entre o governo do Estado do Rio e a Vale para adoção do Parque Estadual da Ilha Grande, no litoral sul do Rio de Janeiro.

De acordo com o ministro, a construção da usina de Jirau significará menor lançamento de partículas poluentes na atmosfera. Caso a usina não seja construída dentro do prazo, o governo precisará contratar energia de alternativas mais poluentes, como térmicas a óleo ou a carvão.

"Só acho que a questão da guerra comercial não pode prejudicar o Brasil e o meio ambiente", disse. "É uma guerra pesada entre dois grandes consórcios; que briguem à vontade, mas não pode prejudicar o Brasil", acrescentou.

A liminar cassada ontem e que impedia o início das obras em Jirau foi concedida pela Justiça Federal em Rondônia, que cobrava análises mais apuradas do Ibama e da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) antes da instalação do projeto.

A energia que será gerada por Jirau foi contratada para ser colocada no Sistema Interligado Nacional (SIN) a partir de 2013, mas o consórcio vencedor pretende aproveitar a janela hidrológica deste ano para antecipar o cronograma e gerar energia a partir de 2012.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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