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Braskem vai disputar leilões de hidrelétricas em 2010

A petroquímica Braskem quer entrar na área de geração de energia e, para isso, vai disputar leilões de hidrelétricas em 2010, informou hoje o diretor-financeiro da companhia, Carlos Fadigas, em entrevista no Rio. Segundo ele, a empresa quer ter uma parcela de autoprodução elétrica, principalmente para garantir sua área de PVC, que tem consumo elevado de energia.

Agência Estado |

De acordo com Fadigas, o alto consumo de energia da Braskem é bastante fragmentado, o que dificulta a autogeração.

O diretor não descartou a possibilidade de a empresa disputar um porcentual pequeno da usina de Belo Monte, que será leiloada em abril. No entanto, ele não deixou claro se a companhia entraria na disputa junto do consórcio de sua controladora, a Odebrecht, que compôs parceria com a Camargo Correa. Outro consórcio prevê a presença da Vale, com Neoenergia, Andrade Gutierrez e Votorantim.

"Fomos procurados pelos dois consórcios. Nossa presença seria, a exemplo da Vale, pequena e visando a autoprodução", disse. Indagado sobre uma possível pressão de seu sócio controlador, a Odebrecht, para participar do consórcio que ela integra, ele brincou: "Odebrecht é suficientemente capaz de disputar um leilão sem a Braskem. Não vejo como 5% de nossa participação pode fazer a Odebrecht ter mais força para ganhar o leilão".

Ainda sobre a área de PVC, maior consumidora de energia da Braskem, ele destacou que a companhia pretende investir em uma unidade específica em Alagoas. "Lá temos matéria-prima o suficiente para suprir nossas necessidades", comentou.

O projeto básico deste investimento deverá ser levado ao Conselho de Administração da companhia até o fim do primeiro semestre. Por conta destes investimentos, a Braskem vai abrir mão de participar da composição acionária da unidade de PVC do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Comperj

Fadigas admitiu que mudanças ocorridas no projeto básico do Comperj tornaram o investimento mais atrativo para a companhia. A Braskem vai participar da composição acionária tanto da primeira quanto da segunda geração do empreendimento, mas não da maneira como vinha sendo previsto no mercado.

Evitando dar maiores detalhes sobre o assunto e respeitando o acordo feito entre a companhia e a Petrobras, que prevê discussões sobre o projeto num prazo de 120 dias desde o anúncio da aquisição da Quattor, em janeiro deste ano, Fadigas destacou que a primeira geração do Comperj será dividida em duas.

Em uma delas, funcionará a refinaria que será 100% da Petrobras, destinada ao processamento de 330 mil barris por dia. Ainda na primeira geração, uma outra unidade vai utilizar a nafta gerada nos processos de refino, para produzir a matéria-prima petroquímica básica. É nesta unidade que a Braskem e a Petrobras serão sócias, mas o porcentual ainda não está definido.

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