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Braskem resolve adiar alguns projetos de investimento devido à crise

SÃO PAULO - O agravamento da crise financeira internacional levou a diretoria da Braskem a optar pelo adiamento de alguns projetos de investimento. Além do aperto na oferta de crédito, a companhia projeta uma recessão na economia global em 2009 - especialmente nos Estados Unidos e na Europa -, que terá efeito direto sobre a demanda por resinas termoplásticas.

Valor Online |

Um dos principais projetos postergados foi o da Venezuela, onde a companhia irá construir duas plantas, sendo uma de polipropileno (PP) e outra de polietileno (PE). A definição do pacote de financiamento para os projetos, feitos em parceria com a estatal venezuelana Pequiven, deveria ser concluída no segundo semestre deste ano, mas acabou adiada para o mesmo período de 2009, justamente em razão da crise financeira.

" Como o financiamento é uma premissa para o avanço do projeto, a crise de liquidez alterou alguns prazos " , disse o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, durante apresentação dos resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre de 2008.

Com o atraso no financiamento, a planta de polipropileno, que entraria em operação em 2012, deverá atrasar dois ou três trimestres, de acordo com Gradin. Já a inauguração da fábrica de polipropileno, prevista para 2013, segue, por enquanto, dentro do cronograma.

Juntos, os dois projetos montam a um investimento de US$ 3,5 bilhões, divididos em partes iguais entre Braskem e Pequiven. Da fatia que lhe cabe, a Braskem pretende financiar 70% com agências de crédito à exportação, Banco Interamericano de Desenvolvimento, Câmara Andina de Fomento, Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e, eventualmente, bancos comerciais.

A companhia também revelou o adiamento da construção de uma nova linha de polipropileno no Pólo de Camaçari (BA), que incrementaria a produção em 300 mil toneladas anuais. Previsto para entrar em operação em 2012, o projeto acabou passando para 2013. " Outros projetos possivelmente sofrerão atrasos, o que não significa que não vamos nos comprometer com eles " , disse Gradin.

Diante deste cenário, o presidente da Braskem admitiu que os investimentos da companhia em 2009 devem ser inferiores aos de 2008, que ficarão ao redor de R$ 1,25 bilhão. No entanto, ele não deu projeções para os desembolsos do próximo exercício, alegando que os planos ainda irão passar pelo crivo do conselho de administração da petroquímica.

Além dos adiamentos de projetos, a Braskem está diminuindo a produção. Segundo Gradin, durante o mês de outubro a companhia reduziu entre 5% e 6% a produção de petroquímicos básicos, em um movimento de adequação ao cenário de redução da demanda internacional por esses produtos. O executivo afirmou ainda que a companhia deve seguir reduzindo a produção em novembro.

(Murillo Camarotto | Valor Online)

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