O governo baiano informou que a Braskem deve investir R$ 640 milhões no Estado nos próximos cinco anos, como contrapartida ao acordo que culminou com a redução da carga tributária sobre a nafta na Bahia. O investimento, a ser aplicado principalmente no polo de Camaçari, foi oficializado ontem, após assinatura de acordo que prevê corrigir o processo de acúmulo de créditos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) no Estado.

A empresa confirmou à Agência Estado os planos de investimento.

O acordo em negociação há aproximadamente um ano e meio prevê que a tributação sobre o insumo utilizado para a produção de petroquímicos básicos cairá dos atuais 11,75% por ano para 10% em março de 2010, 8% em setembro do próximo ano e 5,5% até março de 2011, conforme publicado no Diário Oficial. O governo baiano também negocia com outras empresas instaladas no Estado a utilização de créditos acumulados nos últimos anos. A lista conta com empresas como Ford, Oxiteno (do Grupo Ultra) e Elekeiroz, entre outras.

De acordo com informação publicada na página eletrônica do governo baiano, o presidente da Braskem, Bernardo Gradin, teria garantido que além dos R$ 640 milhões previstos no acordo, a petroquímica ainda aportaria recursos da ordem de R$ 1 bilhão para a "ampliação da competitividade industrial local, com inovação tecnológica e formação de mão de obra qualificada".

A Braskem já anunciou planos de investir em linhas de produtos aromáticos no Estado, como tolueno e xileno. Além disso, a empresa já assinou um memorando de entendimento com a estatal venezuelana Pequiven para analisar novos investimentos na Bahia. Antes do anúncio oficial do acordo com a Pequiven, o governador da Bahia, Jaques Wagner, chegou a afirmar que as duas empresas investiriam US$ 1 bilhão na construção de uma nova fábrica no Estado.

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