O presidente da Braskem, Bernardo Gradin, afirmou ontem que a petroquímica está analisando propostas para a participação no leilão da usina de Belo Monte, no Rio Madeira. Segundo ele, a companhia foi procurada por mais de um consórcio interessado na disputa.

Até agora, o único autoprodutor de energia que oficializou sua participação na disputa foi a Vale, em consórcio com Neoenergia, Andrade Gutierrez e Votorantim.

"Sempre que há um novo projeto, a Braskem é procurada", afirmou Gradin, lembrando que a companhia é hoje uma das cinco maiores consumidoras de energia do País. Gradin deixou claro que a participação da Braskem na disputa não foi sondada apenas pelo consórcio liderado pela Odebrecht (controladora da Braskem) e Camargo Corrêa. "Os consórcios nos apresentaram a proposta e estamos analisando a hipótese", afirmou, sem citar nomes dos consórcios.

O grupo formado por Odebrecht e Camargo Corrêa tenta buscar novos parceiros. Um deles seria a CPFL, que já decidiu pela participação no leilão, segundo informou ontem Wagner Pinheiro, presidente da Petros, que tem participação na empresa. Ele não adiantou, porém, o nome do consórcio que terá a presença da CPFL.

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