Tamanho do texto

Rio de Janeiro, 5 nov (EFE).- A brasileira Braskem, maior petroquímica da América Latina, anunciou hoje que adiou em pelo menos um ano parte de seu projeto para construir duas instalações na Venezuela em associação com a venezuelana Pequiven por causa da atual crise financeira internacional.

O anúncio foi feito hoje pelo presidente da Braskem, Bernardo Gradin, em uma videoconferência na qual comentou os grandes prejuízos sofridos pela empresa no terceiro trimestre do ano.

O executivo disse que a Braskem optou por adiar alguns dos investimentos que tinha previstos por causa da redução da oferta de crédito e de a companhia prever uma redução da demanda internacional de termoplásticos no próximo ano como conseqüência da crise atravessada por países como os Estados Unidos e os da Europa.

"Como o financiamento é uma premissa para o avanço do projeto, a crise de liquidez alterou alguns prazos", afirmou Gradin ao se referir aos planos da empresa na Venezuela.

A Braskem anunciou em fevereiro uma associação com a Pequivem para construir, com um investimento de US$ 3,5 bilhões, uma planta de polipropileno e outra de polietileno.

O projeto na Venezuela, segundo a Braskem, permitirá que a empresa aumente a sua produção em 450.000 toneladas anuais de polipropileno, 1,3 milhão de toneladas de etileno e 1,1 milhão de toneladas de polietileno.

A definição do financiamento para os projetos estava prevista para o segundo semestre deste ano, mas agora foi adiada para o segundo semestre de 2009 por causa da crise.

Tal decisão, segundo Gradin, deverá atrasar em pelo menos três trimestres a entrada em operação da planta de polipropileno, que estava prevista para 2012. EFE cm/fal