Publicidade
Publicidade - Super banner
enhanced by Google
 

Brasília sedia Congresso Mundial de Engenheiros reduzido pela crise

Rio de Janeiro, 11 nov (EFE).- Brasília vai sediar, de 2 a 6 de dezembro, o 3º Congresso Mundial de Engenheiros, que deve receber cerca de 3 mil profissionais de aproximadamente 90 países já sentindo as conseqüências da crise financeira global, pois a estimativa inicial era de 5 mil participantes.

EFE |

O Congresso é organizado pela Federação Mundial de Engenheiros, que representa cerca de 15 milhões de profissionais, e a Federação Brasileira de Associações de Engenheiros, que reúne 700 milhões.

Antonio Roberto Martins, diretor do Sindicato dos Engenheiros do Estado de São Paulo e coordenador-geral do evento, afirmou que o cenário global não altera a programação, embora alguns participantes dos fóruns e da exposição anexa tenham cancelado suas participações porque as empresas sentiram o encarecimento dos custos e viagens.

Também participarão do encontro, apoiado pela Unesco, engenheiros da Argentina, Chile, México, Uruguai, Peru, Venezuela, além do Brasil e da Europa para discutir o papel da engenharia "como vetor do desenvolvimento", explicou Martins.

Paralelamente, ocorrerá a Convenção Pan-americana de Associações de Engenheiros e o 2º Encontro de Associações de Engenheiros Civis de Língua Portuguesa e Castelhana, entre outros eventos associados.

A primeira edição do Congresso aconteceu na Alemanha, em 2000, e a segunda em 2004, na China.

Na América Latina, o Brasil é o país onde a engenharia tem hoje terreno mais fértil, com obras que somam aproximadamente US$ 250 bilhões em infra-estrutura e energia para projetos públicos e privados, segundo o Governo, que assegura a manutenção desses investimentos, apesar da crise.

Martins afirmou que o Brasil atrai hoje engenheiros de outros países como Portugal, Espanha e Estados Unidos, porque há um déficit de recursos humanos para atender à demanda de novas obras.

"Nos últimos 25 anos, com a paralisação de investimentos de infra-estrutura e construção civil, se diminuiu a demanda para cursar esta carreira nas universidades do país, por isso se prevê um déficit de 200 mil engenheiros profissionais para 2010", afirmou ele.

"O panorama financeiro internacional vai impactar o Brasil, mas isso vai se dissipar no próximo ano e o país voltará a crescer com as mesmas demandas de profissionais para o desenvolvimento", acrescentou. EFE ol/jp

Leia tudo sobre: home

Notícias Relacionadas


Mais destaques

Destaques da home iG