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Brasileiro vai cuidar da operação nos EUA

O novo presidente da Anheuser-Busch, o engenheiro Luiz Fernando Edmond, é um exímio representante da cultura AmBev. É o único da cúpula que fez toda a carreira dentro da cervejaria - entrou no primeiro programa de trainee, em 1990.

Agência Estado |

Ele, que já se encontra em St. Louis (sede da Anheuser) com a família, chega com a missão de enraizar a obsessão por corte de custos e a forte cobrança por resultados, duas das principais bases da filosofia AmBev. "O twist que quero dar por lá é garantir o foco nos resultados e levar um espírito de ousadia nas decisões", disse o executivo, recentemente.

Edmond se espelhou em dois modelos bem sucedidos na casa: Carlos Brito, atual presidente da InBev, e Magin Rodrigues, profissional que fez longa carreira na cervejaria. Como Brito, é conhecido por ser um sujeito extremamente pragmático, enérgico, que não admite erros e é duro na hora de cobrar resultados. De Magin, ele "herdou" o traquejo social. É o tipo de executivo que vai às festas de confraternização, cumprimenta as pessoas no corredor e lembra o nome dos funcionários.

Na véspera da despedida do Brasil, Edmond fez questão de participar da última seleção de trainees da companhia. Também aí repete uma prática comum na empresa. Quando entrou na Brahma, o engenheiro foi entrevistado por Marcel Telles, um dos controladores da InBev. Na ocasião, achou que era uma exceção. Depois, percebeu, que era recorrente e pôs mais esse item na sua cartilha.

Filho de militar - o que explica a sua familiaridade com o ambiente de disciplina -, Edmond construiu sua trajetória na área comercial. O executivo foi um dos responsáveis pela implantação da "rotina matinal" de estímulo às vendas da AmBev, hoje adotada ao redor do mundo. Todos os dias, os vendedores se reúnem e entoam gritos de guerra antes de sair às ruas. Edmond era diretor de vendas e distribuição até virar o diretor-geral da AmBev para a América Latina. Teve experiência internacional quando assumiu o comando da subsidiária argentina.

Pai dedicado de dois filhos, viu na mudança para os Estados Unidos vantagens para as crianças, como poder andar com os vidros do carro abertos. É carioca, torcedor do Fluminense e tenista nas horas vagas.

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