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Brasileiro é líder mundial em otimismo para o futuro, diz FGV

RIO - As boas condições da economia brasileira nos últimos quatro anos contribuíram para que o brasileiro tivesse o melhor resultado dentro do Índice de Felicidade Futura (IFF), medido no país pela Fundação Getulio Vargas (FGV) e em outros 131 países pelo Gallup World Poll. De acordo com a enquete, o Brasil teve nota média de 8,78 pontos - numa escala de zero a dez -, enquanto a segunda colocada, a Venezuela, teve nota 8,52.

Valor Online |

Entre os jovens de 15 a 29 anos, o resultado sobre a expectativa de felicidade nos próximos cinco anos é ainda maior, de 9,29 pontos para os brasileiros. Neste caso, a vice-liderança cabe aos Estados Unidos, com nota 9,11. O resultado brasileiro contrasta com a felicidade atual, quesito em que o Brasil aparece no 23º lugar, com 6,64 pontos. Entre os jovens, a felicidade presente alcançou 6,77 pontos, o que colocou o país na 53ª posição.

Acho que a pesquisa mostra que o dado sobre otimismo em relação ao futuro surpreende, mas os últimos quatro anos dão margem para a idéia de que o Brasil melhorou e de que o país, pelo investimento em educação que já aconteceu, pode melhorar no futuro, frisa Marcelo Neri, coordenador do Centro de Políticas Sociais do Instituto Brasileiro de Economia (CPS/Ibre) da FGV.

Neri argumenta que desde 1992 há um aumento substancial nos anos de estudo dos jovens entre 15 e 29 anos. Com base em dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), o estudo da FGV mostra que entre 1992 e 2006 houve aumento de 2,63% ao ano no tempo médio de estudo da população nesta faixa etária. A renda decorrente de todas as fontes, no entanto, subiu apenas 1,21% ao ano no período.

O aumento dos anos de estudo não se refletiu em crescimento dos rendimentos. Mas a partir de 2004 esse quadro mudou, ressalta Neri.

Entre 2004 e 2008, os anos de estudo subiram, em média, 2,74% ao ano, ao passo que as rendas de todas as fontes cresceram 7,90% ao ano.

A pesquisa mostra que, dos últimos 16 anos, os 12 primeiros anos foram anos de estagnação trabalhista, quando o jovem estava indo muito mais à escola, investindo no seu futuro, embora não estivesse colhendo esse resultado no mercado de trabalho. De 2004 em diante a cena muda, e o jovem continua investindo em educação, mas começa a colher resultados, ressalta Neri, atribuindo a essa melhora parte da expectativa positiva do jovem em relação aos próximos cinco anos.

Neri também utilizou a Pesquisa Mensal de Emprego (PME) para determinar a renda de todos os trabalhos. Também produzida pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a PME permitiu a comparação de dados do mercado de trabalho até abril, embora, ao contrário da PNAD, não tenha abrangência nacional, mas apenas em seis capitais.

Pelos dados da PME, a renda de todos os trabalhos - neste caso não entram os programas de transferência de renda - subiu 10,50% ao ano entre 2004 e abril de 2008 para os jovens entre 15 e 29 anos. Ao mesmo tempo, os anos de estudo subiram 1,75% ao ano. Em seis anos, o aumento foi de mais de 1 ano de estudo em média. O crescimento da renda neste caso é chinês, tanto na magnitude, quanto na qualidade, diz Neri.

(Rafael Rosas | Valor Online)

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