O brasileiro ainda prefere comprar seus computadores em lojas, apesar da expansão no consumo online, especialmente de produtos de alto valor agregado, como PCs. Uma pesquisa realizada pela Intel, inédita no Brasil, mostra que o consumidor do país ainda depende muito do contato com o produto para finalizar a compra. Informações sobre o artigo, porém, são obtidas online por pelo menos 62% dos consumidores.

O brasileiro prefere comprar na loja, e não busca apenas preço, mas também informações sobre o produto. Se a loja oferecer um 'test drive', melhor, afirma o diretor de Marketing da Intel Brasil, Elber Mazaro.

O varejo, segundo o estudo, ainda concentra 59% das vendas de PCs no país, enquanto as compras online representam apenas 19% desse total e as compras por telefone 17%. O restante dos consumidores não recordava onde haviam feito a aquisição.

Embora lembre que as classes mais baixas são as que mais dependem da interação com vendedores para fechar suas compras de PCs, Mazaro afirma que eles não necessariamente desconhecem tecnologia. Enquanto a penetração de computadores nas classes C e D ainda é de 18% e 6%, respectivamente, 39% dos clientes da classe C e 31% dos usuários da classe D afirmam utilizar computadores no dia-a-dia.

Essa característica do consumo do brasileiro, diz Mazaro, leva a Intel a investir em treinamento e capacitação de vendedores de várias cadeias de varejo, uma vez que ele será relevante para uma experiência bem sucedida (ou não) do consumidor. O problema é que nem todos permitem essas atividades, afirma ele.

O diretor-geral da Intel no Brasil, Oscar Clark, conta que experiências que ele mesmo teve mostram a falta de preparo dos vendedores de algumas redes, o que pode prejudicar a experiência do consumidor e, consequentemente, os negócios das empresas de PCs e componentes.

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