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Brasil vai comprar submarino da França

O presidente Lula e o presidente da França, Nicolas Sarkozy, assinam amanhã ás 10 horas, no Rio, um compromisso de cooperação militar entre os dois países que, na prática, resultará em grandes negócios. O mais avançado é a compra, com fabricação na Helibrás, de Itajubá, de 51 helicópteros pesados Cougar.

Agência Estado |

O contrato é avaliado em cerca de US$ 1,1 bilhão. A empresa, que emprega 250 técnicos, vai abrir 750 novas vagas até 2013 para atender o pedido. Segundo o diretor-geral da EADS - grupo europeu aeroespacial e de defesa que controla Helibrás - Eduardo Marson, "os empregos indiretos, na rede de fornecedores, podem chegar a 4 mil". O processo implica transferência de tecnologia e compensações comerciais. Todos os helicópteros serão fornecidos para as Forças Armadas. As primeiras unidades serão entregues no início de 2012.

Na área do Comando da Marinha, está o programa mais ambicioso. De acordo com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, serão comprados quatro submarinos convencionais, diesel-elétricos, da classe Scorpène, do estaleiro DCNS, de Cherbourg. O valor é de cerca de US$ 1,6 bilhão, envolvendo apenas os navios.

O lote terá de ser todo produzido no País, com entrega da tecnologia, no novo centro industrial construído por meio de conhecimento francês específico. "O processo de escolha do Scorpène foi longo, criterioso e exaustivo", afirma o almirante Júlio Moura Neto, comandante da Marinha. "Só dois países mantêm simultaneamente o desenvolvimento de submarinos, nucleares e convencionais: a França e a Rússia - os russos não estão dispostos a transferir tecnologia; já os franceses estão, sim, dispostos, e de forma contratual", explica.

Mais que isso, Sarkozy assumiu participação direta no programa do submersível nuclear brasileiro. A escolha do Scorpène está vinculada a essa meta. O navio adota conceitos da classe Rubis, nuclear, de 2.400 toneladas. O desenho do casco incorpora peculiaridades hidrodinâmicas adequadas às exigências em regime de alta velocidade (20 nós, 37 km/hora) e manobras críticas. "Essa seleção (do Scorpène) constitui a opção de menor risco para o êxito da empreitada nuclear; um sonho da Força há, já, 30 anos", sustenta o almirante Júlio Moura.

Nova base - A cooperação com a França vai resultar na construção da nova base da frota - a pretensão é de que seja composta por três unidades até 2035 - de submarinos nucleares. O centro naval tem grande chance de ser instalado no litoral de São Paulo, ao norte de São Sebastião. Ali, no bolsão de águas calmas e profundas, onde a topografia é favorável, os navios de 6.700 toneladas, seriam preparados para cumprir missões permanentes de patrulha em alto mar. Também estariam do estaleiro que deve surgir em Sepetiba, no litoral sul do Rio, para construir os submarinos. As áreas envolvidas pertencem à União.

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