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BRASÍLIA - O vice-presidente José Alencar voltou a criticar ontem a política monetária e a elevação da taxa básica de juros, a Selic, conduzida pelo Banco Central (BC), e afirmou que o Brasil vai bem, apesar da política monetária e não graças a ela.

Alencar participou de cerimônia em comemoração aos 70 anos da Confederação Nacional da Indústria (CNI), em Brasília.

Quando falo de juros, falo especialmente da Selic, que hoje é o dobro da Taxa de Juros de Longo Prazo [TJLP]. Isso só existe no Brasil: uma taxa de longo prazo de 6,25%, enquanto esse mesmo Estado paga o dobro disso no curto prazo, apontou.

Alencar afirmou que a taxa básica real média de juros praticada no Brasil é pelo menos seis vezes maior que em outros países que adotam a política de juros com instrumento de combate à inflação. Segundo o vice-presidente, o Brasil vai gastar R$ 1 trilhão de juros em oito anos.

Não podemos submeter a economia brasileira a uma competição desigual e isso está sendo feito por força dessa política monetária equivocada. Tem que mudar a política monetária, isso eu venho falando a vida inteira, acrescentou.

Durante o discurso, Alencar também fez referência aos juros pagos pelos consumidores e que, segundo ele, geram inadimplência e insegurança na economia do país.

Por exemplo, uma senhora que pague 10% de juros ao mês, não sabe que está pagando mais de 200% ao ano. Precisamos fazer alguma coisa que dê orientação a essas pessoas incautas que pagam esse quantitativo de juros, defendeu.

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