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Brasil torna-se parceiro no mercado de defesa, diz ministro

SÃO PAULO - A Força Aérea Brasileira (FAB) recebeu nesta semana os dois últimos caças Mirage 2000, adquiridos da França. Segundo o ministro da Defesa, Nelson Jobim, com a chegada desses aparelhos, se encerra o ciclo de aquisições puras no Brasil para a área de defesa. De acordo com Jobim, as novas aquisições serão realizadas apenas com transferência de tecnologia, colocando o país no papel de parceiro, não apenas de cliente.

Valor Online |

(A entrega desses aviões) significa a importância de nós encerrarmos um ciclo, que é o ciclo do Brasil comprador, afirmou Jobim. Agora nós deveremos começar um novo ciclo, do Brasil parceiro, acrescentou o ministro.

Os Mirage 2000 fazem parte de um pacote de aeronaves que servirá de ponte entre as versões mais antigas que eram operadas pela FAB e foram retiradas de operação em 2005 e os novos caças que serão adquiridos pelo programa F-X2, com entregas previstas para após 2015. Seis fabricantes concorrem nesse projeto e, no próximo dia 7 de setembro, o Ministério da Defesa deve escolher os finalistas da licitação.

As aeronaves em avaliação pelo governo são o F/A-18E Super Hornet, da Boeing; o F-16 BR, da Lockheed Martin; o Rafale, da Dassault; o SU-35, da Sukhoi; o Gripen NG, da Saab; e o Typhoon, da Eurofighter.

Inicialmente serão adquiridos até 36 aeronaves. O projeto, porém, pode contemplar a aquisição de até 120 caças, que serão desenvolvidos e produzidos localmente. A nova estratégia de defesa significa que nós seremos produtores, afirmou Jobim.

Segundo o ministro, os países de origem das empresas participantes da concorrência disseram estar dispostos a transferir tecnologia para o Brasil. Ele ponderou, porém, que o anúncio de uma disposição nem sempre se concretiza em transferência real, e citou o caso do governo norte-americano impedindo a venda de aeronaves Supertucano, da Embraer, ao governo da Venezuela, por estarem equipados com componentes fabricados nos EUA.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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