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Brasil tenta reforçar negócios com a Austrália

Depois de garimpar oportunidades políticas e de negócios na América do Sul, na África, nos países árabes e no Sudeste Asiático, o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva definiu a Austrália como seu parceiro reforçado. Trata-se de uma categoria que, a rigor, não alcança ainda o nível de parceiro estratégico, como as que o Brasil mantém com a Argentina, os Estados Unidos e a Venezuela.

Agência Estado |

Ontem, em visita à Austrália, o ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, conseguiu o aval do governo australiano para a elaboração de um plano de ação conjunta especialmente voltado para as áreas de agronegócio, de mineração e de energia.

"Parece um desdobramento natural das afinidades entre os dois maiores países do Hemisfério Sul", resumiu Amorim, segundo a Assessoria de Imprensa do Itamaraty. "Um setor chave é o comercial", completou o chanceler.

A criação da "parceria reforçada" foi consolidada no comunicado conjunto da visita oficial de Amorim, divulgado ontem pelo Itamaraty. A proposta envolve o impulso no comércio bilateral, que somou US$ 1,4 bilhão no ano passado, e nos investimentos bilaterais.

Com o Mercosul

Como desdobramento desses objetivos, foi registrada a possibilidade de, no futuro, o Mercosul abrir negociações comerciais com a Austrália e com as Closer Economic Relations (CER), bloco formado pela Austrália e a Nova Zelândia.

No campo dos investimentos brasileiros, o terreno se mostra fértil. Mas, recebidas sem reservas nos últimos anos, essas iniciativas enfrentaram uma dose de desconfiança por terem se alocado em setores estratégicos da economia do país, a mineração e a pecuária.

Em fevereiro do ano passado, a Vale anunciou a compra da empresa de carvão AMCI Holdings Australia, no valor US$ 800 milhões. Seis meses depois, a JBS Friboi assumiu o controle acionário da americana Swift, no valor de US$ 1,4 bilhão, e tomou o controle da subsidiária Australia Meat Holdings (AMH).

Com mais chances de progredir no Plano de Ação de menor envergadura, foi decidida também a negociação de um acordo-quadro na área de ciência e tecnologia.

Esse acerto permitirá a cooperação entre a brasileira Embrapa e o Commonwealth Scientific and Industrial Research Organization (Csiro) - entidade voltada para o desenvolvimento tecnológico da agropecuária - e entre o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Austrália Research Council (ARC).

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