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Brasil tem de investir em aeroportos imediatamente para não ter problemas na Copa de 2014, diz Abag

SÃO PAULO - O Brasil precisa começar a construir aeroportos amanhã para ter condições de realizar sem problemas a Copa do Mundo de Futebol de 2014. Atualmente, o país já está cerca de dois anos atrasado no esforço de melhorar sua infra-estrutura aeroportuária para suportar o aumento na demanda que ocorrerá no período do evento. A avaliação é da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag), que estima que a pior situação é a da cidade de São Paulo.

Valor Online |

São Paulo precisa resolver seu problema de aeroportos, construindo um novo, imediatamente. Caso contrário, não terá condições de ser uma das cidades sede da Copa, como pretende, afirma o vice-presidente da Abag, Adalberto Febeliano.

Segundo ele, a entidade avalia que o país receberá 500 mil turistas estrangeiros para a Copa em 2014. Com uma média de quatro viagens internas, entre as cidades-sede, por pessoa, haverá um adicional de 4 milhões de embarques no mês de duração do evento. Esse é o volume mensal atual médio no país, ou seja, o tráfego dobraria durante o período da competição.

Essa, inclusive, é uma avaliação bastante conservadora. Além disso, não leva em consideração o aumento no tráfego de passageiros brasileiros, que irão também se deslocar para ver vários jogos, afirma Febeliano. Não é preciso ter curso de engenharia de aeroportos para saber que não há hoje capacidade para atender esse aumento na demanda, acrescenta.

A Abag avalia que, entre o anúncio da construção de um aeroporto e sua conclusão, corre um período de entre 6 e 8 anos. Assim, na pior das hipóteses, o país já estaria dois anos atrasado para melhor adequar sua infraestrutura.

Temos que começar a investir amanhã em aeroportos. Caso os investimentos não venham, o sistema entrará em colapso, afirma Febeliano. Se deixarmos para daqui quatro anos a decisão de construir novos aeroportos, o país não terá condições de receber a Copa, como parece estar ocorrendo com a África do Sul, diz ele, se referindo ao país sede da próxima Copa do Mundo e os problemas enfrentados pelos sul-africanos que, muitos acreditam, colocam em risco a realização do evento.

Febeliano, que está deixando a Abag para trabalhar na nova companhia aérea brasileira, a Azul Linhas Aéreas, participou hoje do lançamento da Latin American Business Aviation Conference & Exhibition (Labace), feira de aviação executiva promovida pela entidade, que será realizada entre 14 e 16 de agosto em Congonhas.

(José Sergio Osse | Valor Online)

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