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O Brasil tem uma terceira área com potencial de produção de potássio, além das minas já catalogadas em Sergipe e no Amazonas, afirmou hoje o secretário de Geologia, Mineração e Transformação Mineral do Ministério de Minas e Energia (MME), Cláudio Scliar. Há apenas duas jazidas de potássio hoje, que são o filé e que estão com a Petrobras, mas há muitas outras ocorrências de minas, disse.

Scliar citou uma área imersa do litoral de Sergipe e da Bahia. "Temos possibilidades enormes de pesquisas minerais, que precisam ser feitas em toda essa área continental. Inclusive no nosso tão conhecido pré-sal", afirmou. De acordo com o secretário, essa "grande área" está disponível para exploração, o que costuma ser feito por uma empresa especializada que trabalha com risco.

A falta de pesquisa no setor no Brasil foi destacada pelos dois convidados da audiência pública sobre fertilizantes realizada hoje no Senado, na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária. Além de Scliar, a audiência conta com a participação do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

Stephanes afirmou que há ocorrência de fósforo no Estado de Mato Grosso, mas o potencial ainda não foi pesquisado. "O custo de exploração é elevado, e é preciso ver como se dará esse processo. Esta é uma questão básica que precisa ser decidida", disse o ministro. Decisões como esta, segundo ele, não serão específicas do marco regulatório, mas serão tratadas no âmbito do segundo documento que acompanha o anteprojeto de lei sobre o novo modelo de fertilizantes, abrangendo questões políticas e administrativas.

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